quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Mr. Hollande et la Mme. Guillotine

Admito que o título é um pouco sensacional. Foi de propósito.

Eis um gráfico que todos os que pretendem votar no Messias Costa, o Promissor, devem examinar.

Falências (a vermelho) e margens comerciais (a azul) das empresas em França

As falências em França recomeçam a subir após a tomada de posse do desastre de proporções hollandescas. Em Itália, o Renzi sofre greves dos sindicatos e dos pensionistas por causa das políticas de austeridade. A Grécia está no que está, com capitais a fugir na antevista de o escarralhado Siriza ganhar o poder. A esquerda europeia não acerta uma no que diz. E quando governa, desdiz o que disse. Sem estratégia nem capacidades, afunda as nações.

A austeridade não e um remédio. É um preventivo. Um estado austero não se endivida e não força os seus cidadãos à tirania fiscal. Um estado austero permite uma sociedade onde investir é produtivo, porque a máquina estatal não fica com a maior parte dos proveitos em forma de taxas, taxinhas, multas, multinhas, impostos e luvas. Num estado austero e pequeno, o indivíduo floresce e os políticos não são tão corrompidos, porque simplesmente não vale a pena. Quanto maior o estado, quanto mais dinheiro movimenta do que é ganho pela sociedade, mais incentivo se tem para arrebanhar por meios ilícitos uma parte desse pecúnio. Quando o estado não manda cantar um cego, os cegos não afinarão as vozes.

A esquerda nunca percebeu isso. E chegámos a um estado que representa mais de 50% do produto interno bruto nacional. Isto é, em cada euro gasto no país (as outras colunas são pequenas e podem ser desprezadas), mais de cinquenta cêntimos é pelo Estado. Onde é que vai buscar esse dinheiro? Pois, a nós. Que vivemos sob o medo da tirania e da exaustão fiscal.

E se o Estado vai buscar mais de 50% do preço da gasolina e do gasóleo para arranjar as estradas, porque é que elas têm buracos? Porque esse dinheiro é para pagar funcionários em excesso e fornecedores compinchas.