terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Lituânia prepara-se e os russos mostram-se.

Silo de mísseis balísticos intercontinentais russos

A Lituânia preparou um manual de guerra para os seus cidadãos, na expetativa de uma invasão russa próxima. Diz este manual: «Mantenha uma cabeça fria e não perca a razão. Tiros no lado de fora da sua janela não são o fim do Mundo.»

Eñtretanto a Rússia avisa que vai acontecer alguma coisa, pelo próprio Pravda.

. E vai outra, que não pode ser mais explícita!.

Os números lançados nos dois artigos referem-se a mísseis táticos e mais ou menos confirmam os números que temos dados aqui, no Remoques, exceto no tocante ao número de tanques. As foras armadas russas triplicam-no em relação ao que avançámos anteriormente. A explicação para isso está no próprio artigo. Informámos os números de tanques no ativo, enquanto os quase vinte mil tanques avançados pela defesa russa contam também os tanques em reserva, isto é, os que estão parados numa base qualquer.

Como afirmámos anteriormente, está a ser vendida a ideia aos russos de que os Estados Unidos se preparam para atacar preventivamente a Rússia, e que por isso a Rússia se lhes deve antecipar. As sanções dão nisto. Se acaso tivéssemos em boa hora, em 1991, acolhido a Rússia na NATO e na União Europeia, não estaríamos neste aperto. Gorbachov pediu, a Europa assentiu, os Estados Unidos recusaram.

O General Leonid Ivaschov foi entrevistado pelo Pravda. Uma entrevista interessante, especialmente para aumentar o léxico. Sumariando, o General acha que o escudo anti-míssil dos Estados Unidos, uma vez completado, irá fazer com que apenas se possa contra a Mongólia e à Finlândia (gostei desse pormenor). A doutrina militar russa, segundo Ivaschov, deve refletir este novo dado. Quando perguntam quais são os meios de retaliação não nucleares da Rússia, ele nomeia um: o FED americano.

Guerra Rublo-Dólar? Ao rubro.

Tempos interessantes aproximam-se. Que não eram de todo necessários. Bastava que Ronald Reagan estivesse no poder nos Estados Unidos, e não Obama. Reagan respeitava os adversários. E quem respeita os adversários trata-os com respeito, acolhendo-os como Reagan acolheu Gorbachov. Nunca se ouviu no tempo de Reagan que os russos eram atrasados. Pelo contrário, houve um surto de russofilia pelo Ocidente todo. Depois de Reagan, foi tudo a descer. George Bush, Bill Clinto, George W. Bush e, particularmente, Barack Obama, detestavam que os russos pudessem vir a escolher o seu próprio caminho e a escolher valores verdadeiramente cristãos.

Pois tiveram azar! Os russos escolheram retornar à verdadeira alma russa. E aqueles que dizem que o comunismo não morreu, antes se disfarçou quando percebeu que não conseguia prevalecer — e houve essa tentativa —, terão de perceber que as novas gerações russas tomaram da Europa o que a Europa descartou, o cristianismo e os valores ocidentais. Um povo que apenas teve liberdade de uns poucos meses antes de 1991 está, passo a passo, descobrindo quem quer ser. E quanto a revoluções coloridas na Rússia: que nunca venham essas revoluções, que a cor de quem as quer implantar é vermilhóide por fora e negro de fome por dentro.