segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Primeiro os Estados Unidos, agora a Rússia

Os russos estão a ponderar enviar tropas para a Ucrânia. É certo que são os escarralhados do partido da Rússia Justa (Справедливая Россия, 64/450 na Duma) que andam a tentar que isso se realize, mas o russo comum, garanto-vos, está farto da prepotência dos Estados Unidos da América.

Por exemplo, na Rússia, ser chamado maricas americano é o supremo insulto nestes dias. É certo que a economia russa parece estar abandalhada pelo dólar fraco e pelo preço fraco do petróleo. Mas não acreditem no que vos dizem: os russos sabem contrair, poupar e vencer os cercos por exaustão do invasor. Temos exemplos disso pela história inteira, sobejos e cabais. Não são os mimalhos do Ocidente os que povoam a Rússia nestes dias.

Os europeus também já foram assim, valentes sem bravata. Não é preciso ir muito atrás no tempo. Lembram-se de Londres em 1940, sob os bombardeamentos alemães? De Portugal a aguentar uma guerra colonial (concedo que injusta) de várias frentes nos anos 60 e 70?

Espero que os russos se contenham e não respondam às ameaças. O Obama vai acabar a estrepar-se, até aqui na Europa. Cedo ou tarde o Juncker terá a incumbência de conter incêndios, os quais deflagrarão na vontade de os povos se sujeitarem à Neo União Soviética, aliás União Europeia.

Os povos podem dividir-se em dois: ou entram no comunismo (ou Podemos, ou Siriza), festejam seis meses a multiculturalidade e vão de frosques, esmagados pela dívida e pelos indigentes na própria sociedade; ou fazem reformas liberais, sofrem dois ou três anos e fazem passo a passo um futuro em que vale a pena viver. A escolha é nossa, dos povos.

Mas é a última escolha. Já temos demasiada tralha do passado para nos darmos a experimentalismos. Se escolhemos o socialismo, bom!, preparemo-nos para o empobrecimento a sério.