domingo, 14 de dezembro de 2014

Agora os Estados Unidos entram em guerra com a Ucrânia contra a Rússia?

A RT (aqui, em russo) está a dizer que aeroportos na Ucrânia estão a ser fechados, por ordem dos militares, por toda a Ucrânia. Os motivos indicados são «de força maior». Sem mais. Um trabalhador do aeroporto de Zaporozhye, mais ou menos a 100Km a Oeste de Donetsk, disse, segundo o blogue Colonel Cassad, que estavam a ser instaladas torreões de defesa no perímetro do aeroporto, e que esperavam equipamento militar provindo sobretudo dos Estados Unidos. Uma situação semelhante é referida em Kharkov, muito embora ainda não haja confirmação por parte de trabalhadores.

O sítio Washington's Blog escreve um artigo, intitulado War Drums Beat Louder & Faster Between U.S. & Russia (Os Tambores de Guerra Soam mais Alto e mais Rápidos entre os Estados Unidos e a Rússia), onde alerta para esta burrice mais uma vez cometida pela administração proto-soviética do Obama.

Enquanto meninos ricos andam nos Estados Unidos a apelar à revolução socialista no meio de revoltas raciais, na Rússia têm o socialismo na mesma conta em que eu tenho o típico jornalista português: fede à distância e não há sabonete que o limpe. Acho que vamos descobrir tarde que o vilão deste romance de cordel é no fim de tudo o herói.

Lutam as duas superpotências, a Ucrânia é o tapete e a Europa paga.

Agradeço a contenção de Vladimir Putin. Com o poder militar que ele tem nas mãos, com a opinião pública pronta e com uma Europa a braços com a corrupta União Europeia, desconfio que se ele desse hoje um susto à Europa o Juncker mijava-se todo pelas calças abaixo. Mesmo descontando a mais que provável cirrose. Temos de admitir que estamos mal encaminhados e mal acompanhados neste velho continente. É altura de arrepelar caminho, de reduzir a União Europeia a uma união alfandegária, e de dizer aos Estados Unidos que Obama não é Reagan nenhum. E que quando os Estados Unidos arranjarem a casa, mudarem de gerência e apresentarem alguém que em valha a pena confiar, cá estaremos para reatar.