terça-feira, 30 de abril de 2013

Subscrevo!

A complicação introduzida na emissão e no controlo das facturas, que quase inviabiliza a actividade de numerosos sectores, dificuldades essas sentidas na distribuição de energia, na recolha do leite e na utilização da logística moderna. Porque o esquema tradicional de produtos distribuídos pelos próprios veículos das empresas a um cliente final já não acontece. Toda esta burocracia é complicadíssima. É incompreensível que um país que quer estimular a actividade económica e atrair investimento estrangeiro tenha na área da fiscalidade uma dificuldade tão grande e crescente. As empresas, na sua esmagadora maioria, pagam os seus impostos. Mas precisam de saber com segurança o que devem pagar, o que não pode ser permanentemente tão confuso. E os prazos de resolução do contencioso fiscal não podem ser de anos, como agora.
Ferraz da Costa, em entrevista ao jornal I.

Diz e tem razão. É neste momento arriscar-se a levar uma paulada de saco criar uma empresa. A Grande Carraça (sim, o Estado), no esforço de se manter, vai matando o cão (o povo, o que está no setor privado). Este cão não pode aguentar uma carraça tão grande. E certamente não é com medidinhas de cortezinhos e rescisõezinhas voluntárias ou voluntarinhas que lá chegamos.

Há que ser duro, para que os nossos netos não tenham de pagar os nossos desmandos. Os nossos filhos irão invariavelmente pagá-los. Irão pagar festas como a Parque Escolar quando a população escolar for metade daquela que é hoje. Irão pagar autoestradas que ninguém usa. Irão pagar funcionalismo parado. Tudo coisas compradas hoje para se ir pagando.

Mais do que isso, irão pagar as empresas que não se formam hoje nesta voragem fiscal. Irão pagar as pessoas que hoje estão a receber uma educação cara demais (pois muitos professores pagos não dão aulas) e que, e bem!, irão emigrar. Irão pagar as retroescavadoras que foram compradas pelas câmaras municipais e que não trabalham. Essas estão a ser pagas (digo eu sempre!) à taxa de juro mais alta das dívidas das autarquias, as das dívidas de tesouraria, que excedem sempre os 5%, fora contratos de manutenção que aos juros acrescem. Tudo para pagar pelos meus filhos e pelos seus filhos.

Ficaria feliz se pelo menos deixássemos de fazer estes desmandos para que os nosso filhos, se forem mais inteligentes do que nós, ainda sejam capazes de resolver de uma vez por todas as dívidas que lhes legamos.