quinta-feira, 11 de junho de 2015

Conservadores cada vez mais vocais contra Obama

Image result for fillon pmEis François Fillon, primeiro ministro da França pela UMP (Union pour un mouvement populaire, ou, como se dizia antes Union pour la majorité présidentielle.  O Sr. Fillon foi primeiro-ministro da França entre 2007 e 2012.  Portanto, de memória recente e tem de conhecer bem o que nos levou até ao ponto em que estamos hoje.  Não pode ser acusado de ser um perigoso esquerdista ou comunista.

Numa numa entrevista à BFMTV, ontem, dia 10 de Junho, François Fillon foi muito crítico da política de sujeição da Europa aos interesses dos Estados Unidos de Obama.  Diz claramente que Obama está a atirar a Europa a uma cruzada contra a Rússia.  Acusa claramente os Estados Unidos de destruir a Europa.

Veja-se a partir do 18º minuto.

Diz mais: que Washington implanta políticas extremamente perigosas no Médio Oriente e espera que os estados europeus concordem com ela.  E que está a pressionar Berlim para que esta se renda à Grécia e busque um compromisso.

A conclusão de Fillon é esta: a Europa não é independente e é necessário ter um debate para saber como reganhar essa independência.  É por isso que Fillon se manifesta contra o TTIP na sua presente forma.

Porque é que os conservadores se estão a afastar dos Estados Unidos?

Sendo eu um conservador, opino que é porque os Estados Unidos de Obama não são os Estados Unidos de Reagan.  Obama não é um democrata, o que é evidenciado pelo seu pedido de impugnação pelos tribunais de uma lei que ele mesmo havia assinado apenas três horas antes e que no fundo cortava severamente o programa de espionagem interna da National Security Agency.  Obrigado a assinar uma lei votada pelas duas câmaras, faz os possíveis por a atirar ao lixo na secretaria, adiando-a seis meses.  Isto não é coisa de um democrata e que joga democraticamente.  É coisa de um autocrata, como Pinochet ou Maduro ou Castro.

Pinochet e Castro não tinham as forças armadas mais poderosas do planeta.  Isso não impediu Castro de mandar as forças armadas cubanas para Angola (onde espoliaram os bens deixados pelos portugueses e os encaixotaram e os enviaram para Cuba).  Pinochet não fez parte dos que usaram as suas forças armadas fora do país.  O número de vítimas políticas também é muito diferente: 100.000 mortos em Cuba e menos de 3.000 no Chile.  Mas no essencial tratavam-se de autocratas.

Obama tem as forças armadas mais poderosas do planeta e acha que pode sujeitar a Europa à sujeição.  E até pode.  Não temos armas nucleares em quantidade suficiente para dizer aos Estados Unidos chega!  O nosso aliado natural seria quem tem mais do que os Estados Unidos, e que até está a tornar-se conservador e cristão.  A Rússia.

O antiamericanismo é a solução?

Eu sei que os Estados Unidos de Obama são muito diferentes dos Estados Unidos que eram o arsenal da democracia e o último bastião da liberdade.  E que a situação se precipitou desde os últimos anos, desde que o Amero-Queniano foi eleito numa eleição suspeita e reeleito numa eleição claramente fraudulenta.  Mas foi ele ou a tendência vem de trás?

Vem claramente de trás.  Começou em Clinton, o homem que começou uma guerra na Europa por causa de andar a fazer bicos na Casa Branca e para sujeitar o Euro.  Piorou em George W. Bush depois do 11 de Setembro, com as guerras do Iraque e do Afeganistão.  E destrambelhou em Obama, um desastre para o Mundo.

Não admira que Obama seja o candidato natural e aclamando do PC-USA, o Partido Comunista lá do sítio.

O antiamericanismo não é a solução.  Os Estados Unidos têm de considerar-se parceiros e não donos da Europa, mas a Europa não pode dar-se ao luxo de ignorar que Obama sai do poder em Janeiro de 2017, após as eleições de 2016.   Talvez o próximo presidente não tenha uma agenda que agrade tanto ao PC-USA.  Devemos entrementes dizer claramente que colaboraremos com os Estados Unidos comercialmente, mas não de outro modo.  E devemos dizer o mesmo à Rússia, contabalançando o poder.  Contra um bully, outro mais forte.

Levantar as sanções à Rússia unilateral e subitamente seria um excelente sinal para a Rússia, e um sinal ainda mais forte para os Estados Unidos Obamescos.  E ainda ganhávamos uns cobres no entretanto.