sábado, 25 de outubro de 2014

Para quem acha que a Ucrânia não é coisa nossa.

Há jatos e pilotos portugueses em bases no Báltico. E foram mobilizados quando um avião russo de vigilância Iliushin 20 entrou, certamente por engano, no espaço aéreo estónio. Os nossos F16 levantaram voo de uma base da Lituânia e foram estes que escoltaram o avião russo de novo ao seu espaço aéreo.

Estamos perdidos se andarmos atrás daquele tiranete que é o Barack Obama. A sua certificação de tirania foi dada pelo Prémio Nobel da Paz, auferido também por pessoas tão insuspeitas como Yasser Arafat. Prémios Nobel na literatura e na paz são basicamente políticos, para ignorar. Há-os merecidos e há-os polémicos. O do Obama revelou-se completamente extemporâneo, dado antes de ser merecido e completamente imerecido depois de o haver recebido.

Roteiro até 2017: a partir de Novembro deste ano a comissão Juncker ficará sob fogo. Haverá pressões para a dissolução da União Europeia (a qual pessoalmente não chorarei). Se a União sobreviver, o que duvido, será ou por imposição de um regime tirânico, contra a vontade dos povos, ou por reforma da União num simples bloco de livre comércio, como iniciou.

O que deve fazer Portugal? Pedir já o estatuto de observador, comparsa, associado ou amigo do Bloco Euroasiático que está a formar-se. Já. Sem colocar intermediários como a União Europeia pelo meio. Pedir agora. Não amanhã. Mais vale estar do lado certo da história do que duplamente do lado errado.