quinta-feira, 23 de abril de 2015

Amigos, amigos, amigos de Peniche

Xinzo Abe e Xi Jiping: apertam mãos, e vêm quem parte os primeiros ossos.

Enquanto o primeiro-ministro japonês e o seu homólogo chinês apertam as mãos com ar de quem preferia estar a apertar gargantas, a China anda a construir pistas de aterragem de bombardeiros nas ilhas do Mar da China, ilhas disputadas por várias nações.

Satellite images released by Jane's Defence Weekly show that, between Feb. 6 and March 23, China built the first section of a concrete runway on Fiery Cross Reef in the Spratly Islands archipelago, which at least three other countries claim

Sensaku ou Diaomin: como aparecerá o nome do arquipélago no fim deste ano ou do próximo nos mapas? E de que cor?  Da mesma do país a leste ou do arquipélago a nordeste?

Atenção que os Estados Unidos são obrigados por tratado a garantir a integridade territorial de Taiwan e do Japão.  Se começa uma guerra ali, acaba numa balbúrdia.  Para quem acha que não iremos ser afetados por essa guerra, lembro de que, caso território estadunidense seja efetivamente atacado, Portugal entrará em guerra.  Com a China, o que, dado o esforço que estamos a fazer para que chineses venham investir na nossa economia e morar entre nós, não deixa de ser perigoso.

A China está em recessão económica, a julgar pelos diversos indicadores de produção industrial, de logística interna e de consumo de energia.  A soma das dívidas estatais, provinciais, locais e das empresas públicas anda, segundo a Bloomberg, muito acima dos 100% do PIB.  A dívida total (incluindo a privada, é 282% do PIB (http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-04-22/china-debt-mess-brings-out-the-yin-and-yang-in-policy-makers).  Estranhamente, estão muito iguais a Portugal, com a exceção de terem andado a comprar ouro à barda.

O Partido Comunista Chinês tem de desviar as atenções da economia, e nada mais desvia as atenções e une os descontentes em torno do fanal da liderança do que um inimigo externo.  Os Estados Unidos criaram o Estado Islâmico para esse papel, e a China necessita do Japão.

A boa notícia é que o cristianismo não deixa de crescer na China.  Os cristãos já ultrapassam os membros registados do Partido Comunista Chinês em 2 para 1.  Assim sendo, talvez (esperança fraca tenho, mas milagres existem) os verdadeiros chineses, essas pessoas boas, pacíficas e independentes, queiram verdadeira paz e mandem os comunistas pastar para o Gobi.   Talvez assim o  problema das Sensaku ou Diaomin seja resolvido através de outros meios.