sábado, 14 de março de 2015

Sobre as ditas «ajudas» à pobreza

Fala-se muito de prestações em dinheiro contra cantinas sociais, com prestações em alimentos.

O problema

Gostaria de lembrar que na história da humanidade houve sempre vários seres que receberam tudo das mãos de outros humanos para sobreviver e crescer, mas eram em contrapartida encurralados e usados a bel-prazer dos que os alimentavam, sem capacidade de determinar o seu próprio destino. Se tiverem quatro patas chamam-se gado, se tiverem duas chamam-se prisioneiros ou escravos.

Uma pessoa deixa de ter dignidade se, salvo em situações de clara incapacidade em se bastar, como as advindas de incapacidade física ou de doença, for alimentada a troco de nada ou a troco de tudo. Um escravo paga caro o seu trabalho. Um prisioneiro pode nem o pagar. Mas ambos são incapazes de determinar o seu próprio destino. Que dignidade há nisso?

Querem salvar o sistema de segurança social (salvo pensões)? Não podem. O melhor é levá-lo para trás do celeiro e dar-lhe um tiro de misericórdia. Antes que nos arraste para o fundo. Vaticino, e não creio estar errado que até ao fim do próximo ano as prestações sociais deixarão de ser pagas em Portugal. Quando o Estado Português deixar de receber dinheiro dos malvados mercados, isto é, uns meses depois de o Costa entrar no poder, verificaremos que um dos maiores credores do Estado deixa também de ter dinheiro: o Fundo de Estabilização da Segurança Social.

Querem criar pobres como se cria gado. O gado paga com a carne e o pobre com o voto. A escarralhada gosta tanto de pobres que, apesar de deles querer distância, quer mantê-los todos assim.

A solução

Querem criar atividade económica em Portugal? Faço isso em seis meses:

  1. Extingo ou amordaço a ASAE.
  2. Torno os subsídios de desemprego do sistema atual em prestações com degressividade mensal.
  3. Reduzo as barreiras à entrada da maioria dos setores económicos, passando metade das nossas leis pelo triturador de papéis.
  4. Acabo com o Pagamento Especial por Conta e com os custos de criar e de destruir uma empresa.
  5. Despeço 500.000 funcionários das secretarias de Lisboa, funcionários esses que se justificam na miríade de leis que tudo regula e tudo entrava.
  6. Dou ao poder local 75% do orçamento de Estado, ao poder central 20% e ao serviço de dívida 5% até que esta esteja paga. Isto é uma autêntica revolução. A decisão tática deve ficar ao alcance das pessoas, e não concentrada numa secretaria qualquer de desfuncionais incapazes em Lisboa.
  7. Passo o voto de listas partidárias para círculos uninominais ou, em alternativa, para listas livres com candidaturas pessoais e apartidárias. Os partidos podem existir e apoiar candidaturas, mas os cidadãos devem escolher quem querem, com partido à mistura ou não.