quinta-feira, 15 de maio de 2014

Fiquem no lugar, o espectáculo vai começar.

Fuzileiros chineses em manobras.

86 barcos chineses cercam neste momento uma plataforma petrolífera no Vietname.

Sempre disse a quem me queria ouvir que a manobra da Ucrânia não era para já, e que esconderia do Mundo uma preparação a leste. Esta preparação está feita. Os chineses preparam-se para ficar com o que chamam a linha de primeira defesa, ou a plataforma continental do Mar da China: Taiwan, as ilhas Sensaku, as ilhas Spratzli e outras. Todo esse mar está cheio de petróleo, o que neste momento é o calcanhar de Aquiles da China.

Ao contrário da Ucrânia, esta não vai ficar pelas intenções de russismo dominante e pelos homens verdinhos sem divisas. Mais para mais, os vietnamitas e os chineses odeiam-se mutuamente e já estiveram várias vezes em guerra desde 1979. Os Estados Unidos têm acordos de defesa mútua com o Japão, as Filipinas e Taiwan, mas não têm com o Vietname. A marinha chinesa sabe que não pode enfrentar ainda os Estados Unidos, mas conta com a natural dissolução do Ocidente e com o golpe russo-chinês no Petrodólar (assinado ainda este mês) para entreter os Estados Unidos com problemas internos.

Atente-se que os sovéticos estão ambivalentes. Faz-lhes jeito a cortina de fumo, mas pelos seus centros de pressão no Ocidente (o mais conhecido dos quais é o Infowars, de Alex Jones), não deixam de dar uma facada na China. A história russo-chinesa é uma história de traições e de facadas nas costas, com uma guerra fronteiriça no fim dos anos 70 à mistura, provocada pelos chineses e ganha pelos soviéticos.

Em seis meses saberemos se estou certo.