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Um homem de família

 
Tanto diz como desdiz

António Costa (um dos únicos argumento que eu posso considerar para a legalização do aborto) foi ministro de José Sócrates, e vai fazer ao país o mesmo que José Camarinha dizia ter feito às bifas que andavam pelo Algarve.

António Costa diz que vai privilegiar as famílias.  Disse bem, mas não disse tudo.  Vai privilegiar a família socialista, a única que conta no hemisfério dos ratinhos.  A família socialista tem um Coelho, mas não é Passos.  Tem uma Lena, mas não é Roseta nem Gentil.  A família socialista é, para o Pai Natal Costa, a grande prioridade do governo do Partido Socialista.

As outras famílias não são da conta do Partido Socialista.  As outras famílias que se desenrasquem, e que se desenrasquem bem, pois são elas que irão pagar as mesadas das Lenas e das Motas e os leasings de carros de alta cilindrada para os membros da família socialista, como pagaram durante o governo de José Sócrates, o ancião anterior.

Um bom socialista é antes de tudo um homem de família.  Um homem que extrai rendimentos à ponta da arma das outras famílias para alimentar a sua, a família socialista --- e, se acham que exageram, tentai lá recusar a pagar impostos e vede se não terão armas apontadas a vós pela polícia.

Um bom socialista trata dos seus, desde que sejam socialistas.  E nesse caminho trata-nos da saúde.  Sem SNS, mas com IRS e IVA. E sem anestesia, salvo as belíssimas palavras desprovidas de qualquer sentido que António Costa debita, para fingir que tem ideia do que vai fazer quando não tem programa, ideia ou capacidades de fazer o que quer que seja.

Já agora, o bom gestor e pai de família Costa diminuiu a dívida de Lisboa graças a transferências do Estado Central.  Isto é, os não lisboetas pagaram mais uma vez com os seus impostos os desmandos dos lisboetas.


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