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Mensagens

Vêm aí as eleições autocráti^H^H^H autárquicas

Eleições autárquicas Vejo em todos os lugares uma profusão de obras, de renovações, de betão. Ora é o jardim que está a ser arranjado, ora é o passeio que anda a ser renovado, ora a rotunda n.º 10203 está a sofrer a sua sexta renovação. As máquinas ouvem-se, alguns piropos a uma mulher mais jeitosa saem da boca dos trabalhadores, há pó no ar, e nós sentimo-nos aconchegados . Aconchegados? Pois é, não foi erro. Disse mesmo aconchegados . Agora sim, com tanto betão estamos certos de que existe um Estado. O Estado, segundo o que nos dizem, existe para cobrir o país de obras artificiais, com ou sem utilidade. Essa coisa de utilidade não interessa. O que interessa é haver pó no ar, barulho de máquinas e piropos a soar. Há um problema: essas obras são feitas contra nós e com o nosso dinheiro Contra nós? Mas as obras não são boas? Depende. Há obras que são boas. A maior parte delas não. Que utilidade existe em se renovar uma rotunda perfeitamente funcional para s...

Alguém deixou cair a máscara

E eu encontrei-a na montra de um antiquário em Lamego (perto da Sé). Alguém deixou cair a máscara!

Quando as comadres estão de costas as verdades sabem-se.

Sim, nós podemos... redistribuir riqueza! Sim, nós podemos... ignorar a Constituição. Sim, nós podemos... destruir este país. As seguintes palavras não são minhas: Já ouvi mais de Bush, pedindo o meu conselho, do que ouvi de Obama. Não tenho relacionamento nenhum com o Presidente — mesmo nenhum. Obama não sabe ser presidente. Ele não sabe como o mundo trabalha. Ele é incompetente. É um amador! Juram-se a pés juntos que estas palavras foram proferidas em ira por Bill Clinton, durante uma reunião em Chappaqua, em relação ao presente presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama. Clinton e Obama estão no mesmo partido, e Obama beneficiou em idos de 2008 e de 2012 de uma ajudinha e de um apoio bem merecido do Bill Clinton. Para quem quiser conferir, o artigo no New York Post é assinado por Edward Klein . Iguais incompetentes, com iguais socialismos e humidíssimos sonhos para o Estado Controleiro™, continuam a governar Portugal.

Uma história de burros

Sou autoridade! A história que se segue é completamente inapropriada para pessoas com apoplexia ou asma. São aqui avisados também os que sejam sensíveis a estultícia, burrice ou trapalhadas. A cautela dos nossos leitores é aconselhada. Passou-se há alguns dias, e foi-me contado por quem o presenciou. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) entra pelo estaleiro do novo data center da PT, na Covilhã, adentro, e manda parar todas as máquinas. As razões invocadas foram estas: receberam uma denúncia, anónima, dizendo que uma das gruas móveis trabalhava sem aterramento elétrico. Os engenheiros devem neste momento estar a rir às bandeiras despregadas. Foram avisados. Um aterramento elétrico é, como mostra a figura seguinte, composto por uma vara de cobre espetada na terra e ligada por um fio a uma instalação elétrica. Esse aterramento é ligado às carcaças metálicas dos equipamentos e conduz para a terra alguma descarga a essas carcaças, protegendo os utilizadore...

Quem disse que o Estado não é uma empresa?

O Estado é uma empresa, pois tem um deve e um haver, receitas e despesas, e serviços a prestar. Não se pode viver sem Estado. Bem o sei, que vivi em lugares onde o Estado era coisa que não existia no meio de África. E, creiam-me, essa é a antecâmara do inferno. O Estado deve ser gerido como uma empresa: descobrir-se primeiro quais são os produtos e serviços a fornecer aos clientes de modo a satisfazer as necessidades destes e depois fabricá-los a um custo que permita o preço que os clientes estão dispostos a pagar. Os clientes somos nós, que vivemos dentro da área territorial gerida em exclusividade pelo Estado. Quando falo em estado mínimo, é óbvio que não falo de estado inexistente. Há no entanto em mim a sensação (ainda mais porque sou trabalhador independente em vez de funcionário acomodado) de que os impostos que pagamos não são justificativos do cúmulo de serviços que recebemos do Estado Português. Há uma diferença entre o Estado e uma outra empresa em mercado livre: se n...

Notícias fictícias que até poderiam ser reais (I)

De acordo com o porta-voz Zurro do Carlos, o PS considera que os quase licenciados pelas novas oportunidades são os mais aptos profissionais de Portugal, e que o programa foi de extrema utilidade para o país. O PS apresenta na sua comunicação o que escreve, numa mensagem por via eletrónica, um dos graduados: sou quase-Licençiado nível 5 em Téc.de Sekretariado tive de ter muitas aulas de PortuguÊS pra vida e de datilografia 2º novo acordo. e como sabem voçês bem tenho muitas competências para o marcado de trabalho como dis o setôr lá nas aulas peço que me deiem uma oprotunidade para puder pruvar o meu valor, obrigado e tenham muitas felicidades de gajomagano92@hotmail.com Quando perguntado acerca da ubiquidade e persistência dos erros de pontuação, ortografia e de sintaxe da mensagem, o porta-voz pediu uma pausa. Após retornar, alguns minutos depois, com um dicionário na mão, retorquiu: «Como viu, o nosso exemplar formando mostrou as suas competências avançadas no domínio ...

Os Estados Unidos, a terra da pretérita liberdade.

A notícia no USA Today deixou-me abananado. Afinal, algo vai muito mal na terra da liberdade. As pessoas que criticarem o Obama terão escrutínio extra do IRS (o serviço de finanças do Governo Federal). Sabemos que existe liberdade quando podemos fazer um insulto aberto ao governante sem que nos aconteça nada. Neste critério, em Portugal há mais liberdade hoje que nos Estados Unidos. Do modo como se critica o Passos Coelho, passando as bordas do insulto vácuo e imbecil, e como não ouço nada de a polícia ou as finanças andarem atrás dos manifestantes identificados), terei de concluir que vivo na pátria da liberdade. A história mostra-nos que não é possível uma minoria enganar a maioria por muito tempo. Quarenta anos depois dos amanhãs que cantam, teremos de cantar. A canção é que não é a que os enganados achavam que cantariam. É, no entanto, a canção que os países que têm constituições que obrigam ao socialismo como a nossa andam a cantar. Entretanto, em Portugal há liberda...