terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mikhail Gorbachev: America needs a Perestroika



Mikhail Gorbachov em entrevista a 19 de Dezembro de 2014.



Mikhail Gorbachov sobre os eventos presentes. Tem de ser visto. A América do Obama precisa mesmo de uma Perestroika.


Uma entrevista poderosa de quem admira a América de outrora e quer a paz no Mundo.


Esperamos um feliz 2015. 2014 foi a antecâmara do inferno.


A China está a preparar-se...

Com mísseis intercontinentais com várias ogivas teleguiadas. Já em testes.

O novo míssil intercontinental chinês DF-41.

Boa sorte a desenvolver um sistema anti-mísseis para estas coisas.

Como se estima (estima!) que a China terá cerca de 10.000 ogivas nucleares, faltava-lhe um veículo melhor que o anterior, o DF-31. Ei-lo em testes e pronto para a produção. O DF-41 tem um alcance de 12.000 Km, podenndo assim atacar a maioria do território americano a partir de um ponto oriental na China, ou quase toda a Europa a partir de um ponto ocidental. Os russos têm a missão facilitada, pois usam a rota polar. E assim os Estados Unidos estão a 20 minutos de distância através de um SS-25 (RT2PM em russo).

Entretanto os Etados Unidos têm menos de 450 veículos LGM-30G Minuteman-III em prontidão. E menos de 300 mísseis submarinos (288 no máximo pelos acordos START). Dos quais 50% estão sempre no porto, de acordo com a ordem executiva PDD-60 (de Bill Clinton). Só a Rússia tem 1550 ICBM (terrestres). Faltam os marítimos. Da China pouco sabemos, mas podemos assumir que estarão mais ou menos iguais à Rússia, devido ao acordo que têm entre si.

Quem está de fora, como eu, diria que os Estados Unidos estão a ser desarmados para um ataque externo pela sua própria liderança. Apenas posso concluir isso. E tal isso tem um nome: traição.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Afinal há inteligência neste Mundo.

A Coreia do Norte, que faz encaminhar a sua Internet pela Unicom, a companhia chinesa de telecomunicações, está sem Internet. Inicialmente pensou-se em ataque informático tipo denial of service, onde milhões de pedidos são efetuados aos servidores, por forma a colocá-los fora de serviço. Mas, pelo menos desde há uma hora atrás, a rede está completamente inacessível. Alicate?

Cão sem dentes não morde.

Quem está correto, a Europa ou a Rússia?

Apoiantes do Estado Islâmico atacam a polícia na Alemanha.

A 4 de Fevereiro de 2013, o Presidente Vladimir Putin dirigiu-se à Duma, num discurso sobre tensoes entre minorias. Traduzo e transcrevo uma parte.

Na Rússia vevem russos. Qualquer minoria, de onde quer que provenha, se quer viver na Rússia, trabalhar e comer na Rússia, terá de falar russo e terá de respeitar as leis da Rússia. Caso prefiram a Lei Sharia, aconselhamo-los a irem para os países onde a Lei Sharia seja a lei do estado.

A Rússia não necessita das minorias. As minorias precisam da Rússia e nós não lhes iremos dar privilégios especiais, ou tentar mudar os nossos valores para satisfazer os seus desejos, não interessa quão alto eles gritem «discriminação». É melhor que aprendamos dos suicídios da América, da Inglaterra, da Holanda e da França, se queremos sobreviver como nação.

Os costumes e as tradições russas não são compatíveis com a falta de cultura ou com os costumes primitivos da maior parte das minorias. Quando este corpo legislativo pensa em criar novas leis, deverá ter em mente em primeiro lugar o interesse nacional, tendo em conta que as minorias não são russos.

Compare-se isto com a situação na Europa. Por exemplo, na Suécia:

Com os muçulmanos a representarem cerca de 77% de todas as violações, e existindo uma equivalência entre o aumento das violações e o aumento da população muçulmana, o resultado da imigração muçulmana é uma epidemia de abusos sexuais levados a cabo por uma ideologia misógina.

Ou este artigo, que nos deveria acordar: Islamic State Supporters Visible Across Europe.

O Ocidente decadente deveria estar a copiar a Rússia e não a tentar provocá-la para a guerra. O nosso inimigo não é a Rússia. O inimigo vive no nosso meio. Fala a nossa língua. Não são todos os imigrantes, bem longe disso, mas é o número suficiente para fazer estragos. Quem quer mudar os nossos valores para valores civilizacionalmente inferiores deve ir viver nas esterqueiras onde esses valores são implantados. E deixar Portugal aos portugueses, a França aos franceses e a Rússia para os russos.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Conselho para lidar com a Coreia do Norte.

Um alicate é mais poderoso que muitas palavras

Não consegue fazer ciberataques quem não tiver acesso à rede mundial de computadores.

Não consegue ser atacado quem não estiver ligado à rede mundial de computadores.

Basta decidir onde é que o alicate tem de atuar.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Rui Carmo não tem razão, e não me apraz dizê-lo.

O Rui Carmo, d'O Insurgente escreveu uma artigo de título Rússia em modo vintage, onde cita um artigo mal escrito da RT.com, Central Russian region bans crisis… from public speech. Neste último artigo diz-se, com uma tradução sumamente infeliz, que o governador da região de Kaluga Oblast proibiu o uso da palavra crise no discurso público.

O problema é que o governador nem pode impedir os cidadãos nem a imprensa de usar as palavras que ele quiser. O que ele proibiu é o uso dessa palavra nos discursos estatais, dos documentos emitidos pela Região de Kaluga Oblast. Qualquer pessoa que conheça a Rússia sabe que o tipo está na calha para se tornar um personagem de anedotas e outros ditos jocosas, como os chuchkas, os alentejanos lá do sítio, os polacos, os franceses, o Rabinovitch (um judeu avarento e traidor) ou o Michka (um miúdo traquinas e inocente). Uma espécie de Bocage em cirílico, é o que ele vai, a meu ver, acabar por ser.

O Rui Carmo, que já produziu diversos artigos a criticar o putinismo, bebe das fontes erradas. A Rússia não está a voltar aos tempos do KGB. Pelo contrário, pouco a pouco abre a sua liberdade. É isto que o Rui Carmo não consegue ver, com as notícias em segunda mão das agências ocidentais. Essas sim, bem compinchadas com a escarralhada vigente, que adorou a União Soviética, mas detesta a Rússia — e apenas espera que a Rússia se revolucione para o passado.

O Rui Carmo clama que é uma anedota dizer que na Rússia existe imprensa livre. Pois pode ficar descansado, pois a há. A Nezavisimaia Gazeta é contra-Putin quanto pode. O Kommersant, o jornal económico de referência na Rússia, é do mesmo grupo. Jornais em inglês abundam: Daily City Times é editado em São Petersburgo e não é de forma alguma alinhado com Putin.

Deixei-lhe este último comentário. Ponho-o aqui porque sumariza o que penso da Rússia de hoje.

Já antes lhe tinha dado sobejos exemplos de jornais russos em russo escritos no território russo e que são tudo menos simpático para o Putin. Mas até lhe dou dois com edição em inglês: Kommersant e Petersburg Times. Se os ler, (e pode ir buscar os URL ao Google), verá que, bom, são muito pouco simpáticos para o Putin.

Lembre-se de que a aceitação do Putin pela população (e isso graças ao Ocidente e às estúpidas sanções) é de 85% nestes dias. Há muitos jornalistas enfatuados por ele e até Gorbachev se bandeou pelo Putin — o que deixou muita gente por cá espantada. Contudo, continua a haver oposição, e continuam a publicar jornais e rádio e TV na Rússia, dentro do território russo.

Nunca me ouviu clamar que a Rússia é perfeita. Quando muito estará um pouco mais livre que Portugal foi durante o Sócrates e das suas tentativas de manipular a imprensa. Ora, a Rússia está a ir no sentido da liberdade, e só não nota quem está em Portugal. Rui, pode dizer o mesmo de Portugal?

O José Milhazes farta-se de escrever de dentro da Rússia contra Putin. Já recebeu ele alguma visita do FSB? Já foi despedido da sua cátedra ou impedido de escrever? Lembra-se do que aconteceu ao José Manuel Fernandes em Portugal?

Poderia uma imprensa totalmente controlada fazer os seguintes artigos (que escolhi propositadamente em inglês)?

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Estado é liberdade? Homessa!!!

Pus este comentário em resposta a um comentador que se nomeia Euro2cent, no artigo d'O Insurgente Debate na FEP. O Euro2cent acha que o Estado deve limitar a liberdade dos cidadãos para que a sociedade funcione (corrija-me ele se estiver errado na caixa de comentários). Eu acho que o Estado deve suportar a liberdade dos cidadãos, limitando-se a ele próprio.

Eis o meu argumento. Transponho aqui (com umas ligeiras modificações) porque o problema é atual e pertinente no tempo em que vivemos.


Euro2cent

O problema de o Estado querer definir a liberdade de cima para baixo é que o Estado não existe. É uma construção humana, controlada por humanos, que têm as suas próprias mundivisões e que, fruto da natureza humana, conflituam com as suas, as minhas ou as do seu vizinho em alguma coisa.

Por exemplo, eu sou mórmone. Não sou católico. Vivo num país de maioria católica, em plena liberdade religiosa. Não tenho problemas com a Igreja Católica Apostólica Romana, mas terei problemas com aquela minoria católica que acha que ou se é católico ou não se pode ser português (infelizmente, mesmo sendo uma minoria residual, há-a). Nunca aceitaria um estado que pudesse coartar-me à adoração religiosa da maneira estatalmente correcta, especialmente se essa fosse ateísmo puro.

A liberdade dos povos não deve ser definida por organizações de criminosos e de fraude, como o Estado é, quando este acaba por crescer demasiado. O caso presente. E se acha que eu exagero ao chamar o Estado que temos uma organização de criminosos, reveja a definição de crime e de associação criminosa. Distinga-a do presente estado mastodôntico, se puder. Eu não consigo.

O Estado deve definir um conjunto mínimo de restrições à liberdade. Chamemos-lhe os últimos seis dos dez mandamentos, se quiser, e algo mais. Tudo o resto deve ser protegido pelo próprio estado. O Estado não deve dizer aos cidadãos o que devem ou não fazer, mas apenas impedi-los por lei de fazer algo quando os legítimos interesses de outrem estiverem a ser violados. As liberdades devem ser primeiro negativas, direito à vida, à livre associação, ao exercício da religião, à prossecução da felicidade, às liberdades económicas, à propriedade, à circulação, e algumas mais. Só neste espírito devem ser proclamadas leis (não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho contra o teu próximo, não iniciarás violência, não violarás, não exercerás poder injusto, não utilizarás capangas, não negarás aos outros o acesso através das tuas propriedades, não usarás esse acesso para estragar a propriedade alheia, etc.).

Ora, as leis que temos são despóticas, usadas para proteger os incumbentes na riqueza do ímpeto dos insurgentes. O Estado está capturado pelos interesses especiais e usado primeiramente para manter o poder económico nas mãos dos que o detêm,mesmo que uns peões enriqueçam e empobreçam no processo. [Ainda estou abananado com a falência do BES, que nunca julgava possível, por o Estado ir sempre meter a mão direita, aconchegadora e aparadora e amiga destas personagens, enquanto a outra me vai à carteira.] O problema do Estado grande é, em suma, ser uma máquina que protege a ineficiência da economia e que escraviza os cidadãos em torno de um projecto dos que capturaram o Estado em vez do inverso, que é proteger a livre concorrência, a liberdade individual e o primado do indivíduo.