quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

E à caça do Outubro Vermelho, desta vez na Escócia.

A caça ao Outubro vermelho!

Segundo a Reuters, o Reino Unido pediu ajuda à NATO para localizar o submarino que resta de um periscópio que foi avistado em águas territoriais escocesas. A Suécia já tinha pedido ajuda para um outro submarino, e clama ter provas de este ter estado perto de Estocolmo há algumas semanas atrás.

Os russos foram suficientemente provocados. Estão a dar prova de vida. Em breve, o urso soltará as garras. Mas isso não acontecerá antes de a Rússia ter posto a circular escândalo sobre escândalo da Comissão Juncker. O primeiro veio ainda ele não estava em funções — algo a ver com o que ele tomava ao pequeno almoço. O segundo, Luxleaks, rebentou logo em Novembro, nem a cadeira se tinha formado ao rabo do homem. Aposto que, ainda antes do fim do ano, ou talvez no início de Janeiro, rebente uma terceira.

Quando os escândalos forem tantos que os Russos serão vistos como libertadores, lá virá o poder do urso dar um fim naquela tirania neo-soviética de Bruxelas. E é bom que os russos vençam. Se não vencerem, ficaremos à mercê dos retardados que acham que a Suécia é o melhor estado islâmico do Mundo, e que vieram a Roma, não para serem romanos, mas para tornar os romanos como eles.

30 aviões russos no Báltico? Receita para o desastre.

A NATO divulgou um novo vídeo de aviões russos sobre o Báltico. Desta vez não era um ou dois. Foram contados cerca de trinta.

Os russos estão a dar prova de vida. Esta coisa das sanções da União Europeia sobre a Rússia não vai acabar bem.

(Se tiverem um manual de estratégia militar soviética, ainda usado na Rússia, vejam a secção sobre o que chamam treinos invisíveis.)

Ou estamos na Quinta Dimensão ou...

Um kit de emergência

O Free Beacon relata que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos vai gastar USD 200.000 em kits de sobrevivência para empregados bancários. Estes kits terão, entre otras coisas, rações de emergência, um cobertor térmico, tabletes de purificação de água, um poncho com carapuço, uma lanterna com rádio e máscaras de pó. Os kits vão ser distribuídos pelos Estados Unidos.

Estão a ver o nosso ministério das finanças a gastar o que quer que fosse com estas coisas?

Pergunta-se: o que é que eles, nos Estados Unidos, sabem e que eu não sei?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

É engraçado como se determina o que não é registado

Uns idiotas do Porto (normalmente, concedo, os idiotas estão em Lisboa) de um tal Observatório de Economia e Gestão de Fraude, mede a economia paralela com uma precisão de quatro dígitos. 26,81%, dizem eles. Uau! A economia paralela (o tipo que lhe arranja o carro sem fatura, o cabeleireiro que vai a casa e não paga fatura, os serviços sexuais e paralelamente duvidosos e o tráfego de droga e de supositórios) vale 171,211 × 0,2681 = 45,902 mil milhões de euros.

Com uma precisão de 8,6 milhões de euros.

Com um nível tal de precisão, suponho que tenham um método infalível de detetar quando uma fatura não é passada, um favor sexual é desempenhado por uma pretensa universitária que anuncia nos jornais ou quando uma transação de droga é realizada. [Eu desconfio que eles sabem e conhecem bem o mundo da droga, especialmente o das alucinogénicas.]

É claro que uma pessoa racional iria perguntar-se: como é que eles obtiveram esse número? Felizmente para a escarralhada, nem todos são racionais.

Outros, como eu, perguntam-se: como é a desculpa que eles dão de que não há suficiente controlo da «grande» fraude, quando é essa precisamente que está mais controlada? Já tentou fazer uma transferência ou um cheque com mais de EUR 5000? Sabe que são de comunicação obrigatória às finanças desde janeiro deste ano?

Aqueles espertalhões, como o tal Jonathan Gruber nos Estados Unidos, contam com a minha estupidez. A minha e a do caro Leitor. Que eles lamentem que nem eu nem o leitor estejamos dispostos a fazer-lhes a vontade.

No mundo académico, a apresentação de números sem critérios claros nem validação tem um nome: FRAUDE. Sugiro que o Observatório se passe a chamar Observatório da Fraude na Observação da Economia. Sempre era mais honesto.

Adenda

Afinal, havia quem já estivesse a fazer um ensaio igualmente jocoso:

A Rússia já tem especialistas militares na Ucrânia.

E isto da boca dos próprios russos, do General Gerasimov, o Chefe do Estado Maior russo. Estão em Donetsk para promover o alívio das tensões (e não para ajudar os separatistas).

O melhor é ele ter dito textualmente que estão lá porque foram convidados pelo estado maior ucraniano.

Em nada diferirão, penso eu, dos especialistas militares, vulgo Blackwater, aliás Academi, que estão espelhados por toda a Ucrânia.

Tensões internas na Ucrânia? Teremos golpe de estado em breve?

A Rússia vai testar uma alternativa ao SWIFT

O sistema SWIFT permite transferências monetárias interbancárias entre quaisquer bancos aderentes. Ou quase todas as instituições bancárias do Mundo. Ora, como já mencionámos no Remoques, a Rússia iria ser expulsa do SWIFT.

Como russos não são exatamente os mais burros do Mundo (pelo contrário, têm os maiores índices de educação secundária e terciária do Mundo), resoveram que se o SWIFT não os quer, eles ainda têm computadores e poderão fazer transferências entre bancos. E, assim, no dia 15 de dezembro irão testar uma alternativa ao SWIFT, de conceção russa. Pretendem ter o sistema operacional em maio.

Melhor ainda, esta alternativa não quer saber do dólar. E está-se a borrifar para sanções.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Paul Craig Roberts: concordo com ele.



Paul Craig Roberts está longe de ser um comunista ou um socialista. Foi um dos consultores de Ronald Reagan e é um dos críticos mais acérrimos do rumo socialista do Obama e da política externa norte-americana. E, não se preocupem, que também bate no Bush Filho profusamente!


É engraçado ele haver dito que os Estados Unidos, para aborrecer a Rússia, precisam de arrastar a Europa para o fundo.


Não é isso que está a acontecer?


O tal editorial a que Paul Craig Roberts se referia no Handelsblatt (o Jornal de Negócios da Alemanha) parece-me ser este ensaio em inglês, de Gabor Steingart, o qual irei ler com muita atenção esta noite.