quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Ou estamos na Quinta Dimensão ou...

Um kit de emergência

O Free Beacon relata que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos vai gastar USD 200.000 em kits de sobrevivência para empregados bancários. Estes kits terão, entre otras coisas, rações de emergência, um cobertor térmico, tabletes de purificação de água, um poncho com carapuço, uma lanterna com rádio e máscaras de pó. Os kits vão ser distribuídos pelos Estados Unidos.

Estão a ver o nosso ministério das finanças a gastar o que quer que fosse com estas coisas?

Pergunta-se: o que é que eles, nos Estados Unidos, sabem e que eu não sei?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

É engraçado como se determina o que não é registado

Uns idiotas do Porto (normalmente, concedo, os idiotas estão em Lisboa) de um tal Observatório de Economia e Gestão de Fraude, mede a economia paralela com uma precisão de quatro dígitos. 26,81%, dizem eles. Uau! A economia paralela (o tipo que lhe arranja o carro sem fatura, o cabeleireiro que vai a casa e não paga fatura, os serviços sexuais e paralelamente duvidosos e o tráfego de droga e de supositórios) vale 171,211 × 0,2681 = 45,902 mil milhões de euros.

Com uma precisão de 8,6 milhões de euros.

Com um nível tal de precisão, suponho que tenham um método infalível de detetar quando uma fatura não é passada, um favor sexual é desempenhado por uma pretensa universitária que anuncia nos jornais ou quando uma transação de droga é realizada. [Eu desconfio que eles sabem e conhecem bem o mundo da droga, especialmente o das alucinogénicas.]

É claro que uma pessoa racional iria perguntar-se: como é que eles obtiveram esse número? Felizmente para a escarralhada, nem todos são racionais.

Outros, como eu, perguntam-se: como é a desculpa que eles dão de que não há suficiente controlo da «grande» fraude, quando é essa precisamente que está mais controlada? Já tentou fazer uma transferência ou um cheque com mais de EUR 5000? Sabe que são de comunicação obrigatória às finanças desde janeiro deste ano?

Aqueles espertalhões, como o tal Jonathan Gruber nos Estados Unidos, contam com a minha estupidez. A minha e a do caro Leitor. Que eles lamentem que nem eu nem o leitor estejamos dispostos a fazer-lhes a vontade.

No mundo académico, a apresentação de números sem critérios claros nem validação tem um nome: FRAUDE. Sugiro que o Observatório se passe a chamar Observatório da Fraude na Observação da Economia. Sempre era mais honesto.

Adenda

Afinal, havia quem já estivesse a fazer um ensaio igualmente jocoso:

A Rússia já tem especialistas militares na Ucrânia.

E isto da boca dos próprios russos, do General Gerasimov, o Chefe do Estado Maior russo. Estão em Donetsk para promover o alívio das tensões (e não para ajudar os separatistas).

O melhor é ele ter dito textualmente que estão lá porque foram convidados pelo estado maior ucraniano.

Em nada diferirão, penso eu, dos especialistas militares, vulgo Blackwater, aliás Academi, que estão espelhados por toda a Ucrânia.

Tensões internas na Ucrânia? Teremos golpe de estado em breve?

A Rússia vai testar uma alternativa ao SWIFT

O sistema SWIFT permite transferências monetárias interbancárias entre quaisquer bancos aderentes. Ou quase todas as instituições bancárias do Mundo. Ora, como já mencionámos no Remoques, a Rússia iria ser expulsa do SWIFT.

Como russos não são exatamente os mais burros do Mundo (pelo contrário, têm os maiores índices de educação secundária e terciária do Mundo), resoveram que se o SWIFT não os quer, eles ainda têm computadores e poderão fazer transferências entre bancos. E, assim, no dia 15 de dezembro irão testar uma alternativa ao SWIFT, de conceção russa. Pretendem ter o sistema operacional em maio.

Melhor ainda, esta alternativa não quer saber do dólar. E está-se a borrifar para sanções.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Paul Craig Roberts: concordo com ele.



Paul Craig Roberts está longe de ser um comunista ou um socialista. Foi um dos consultores de Ronald Reagan e é um dos críticos mais acérrimos do rumo socialista do Obama e da política externa norte-americana. E, não se preocupem, que também bate no Bush Filho profusamente!


É engraçado ele haver dito que os Estados Unidos, para aborrecer a Rússia, precisam de arrastar a Europa para o fundo.


Não é isso que está a acontecer?


O tal editorial a que Paul Craig Roberts se referia no Handelsblatt (o Jornal de Negócios da Alemanha) parece-me ser este ensaio em inglês, de Gabor Steingart, o qual irei ler com muita atenção esta noite.

O palmarés de Nuno Crato e o que falta fazer.

O que se fez

Nuno Crato resolveu fazer os exames mais difíceis, ano a ano.

Os resultados das escolas, tanto públicas como privadas, melhoraram.

Os não-professores sindi-crapulizados (insulto intencional em palavras em medidas!), chateados ante-facto com a dificuldade das provas, devem estar a perguntar-se agora qual é a maneira mais suave de engolir este sapo, de tamanho de um toiro. A narrativa (palavra em voga nestes dias) enterabulha-se-lhes na boca. Em bom português: a bota não bate com a perdigota.

Nuno Crato deu um bom chute nas malvas aos sindi-crápulas de perrofessorres (grafia intencional, pronúncia de Cascais, insultos intendidos!)

Mário Nogueira deveria ser julgado por inaptidão, indolência e andar a receber do erário público sem uma hora de trabalho que se veja u que se saiba em dezenas de anos. E afastado por não querer a melhoria do ensino nem, por extensão, a dos professores, instrumentos do parretido (sim!) dele. Se houvesse justiça, aquela acefalia andante teria sido linchada, coberta de alcatrão e penas, e posta num avião sem volta para Cuba ou para a Coreia do Norte.

Parabéns ao Nuno Crato! Faça ele no próximo ano as provas mais difíceis. Uma coisa sei, sendo pai de três: quanto mais delas exigimos, mais elas dão. Escola fácil e passagens administrativas é coisa que marxistas queriam no Ocidente, mas garanto-vos, com conhecimento de causa e de casos, que nada disso tinham na União Soviética.

Vamos fazer o que ainda não foi feito

Só falta dar crédito ao ensino profissional e acabar com as borlas e o ensino para calhaus com olhos. O ensino profissional deve ser o escol da nação, e não o rejeitado.

Tem de se acabar com a matemática A1, dada como matemática A-Zero, e passar a ser-se exigente como no ensino regular. Mais, há uma escola profissional, na Guarda, que não aplica a matemática A1, mas a A, como no ensino normal. E tem fila de espera de candidatos todos os anos; ao passo que a do Fundão, onde os calhaus com olhos são mimados, tem falta de alunos.

Se alguém conhecer o Nuno Crato, sugira-lhe isso.

Afinal eu tinha razão. É chato ter-se razão.

Uns familiares meus, que vivem nos Estados Unidos, democratas de longa data, desde que se lembram, dizem hoje cobras e lagartoss do Obama, e lamentam não ter votado do Mitt Romney.

Sabendo do que estão a passar por causa do Obamacare (a ponto de intenderem acabar com a sua atividade, uma creche), a situação é tudo menos de riso. É, contudo, irónico que se tenham arrependido em dois anos de não terem votado no Mitt Romney, depois de tudo o que diziam dele — vejam lá que até é mórmone — e o que diziam do Obama &mhash; a fonte de toda a esperança.

Eu também sou mórmone, mas não é por isso que deixo de reconhecer o talento do Mitt Romney, salvando as Olimpíadas de Salt Lake City da não-realização e da falência e o Estado de Massachusetts da bancarrota, tudo sem despedimentos e deixando o que era insolvente com superavite e solvência.

Se as eleições fossem hoje, Mitt Romney ganharia com 53% dos votos. Na verdade, Mitt Romney ganhou as eleições precedentes, mas o Milagre Diebold fez desaparecer 8 milhões de votos no mínimo. Como posso dizer disso? Alguém acredita que nas eleições de 2012, tão polarizadas, apareceram nas urnas menos 8 milhões de eleitores que na de 2008? Para além de outras fraudes diversas, uma das quais neste vídeo recente, onde um Mayor democrata pede a toda a gente que vote duas vezes, e que até trador na mão para não apresentar queixa disso: