terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O urso encurralado vai soltar as garras.

Centro de controlo naciona da defesa russa.

A Rússia espera entrar em contração no próximo ano, em 2015, por causa das sanções da União Europeia. Isso é o que ela diz. O preço do petróleo baixo e as sanções da União Europeia e dos Estados Unidos estão a ferir a Rússia, o parece que o estão a fazer.

Mas como a estátua do sonho de Daniel, o profeta, também os Estados Unidos têm pés de barro. Basta que a Rússia consiga que a China deixe de usar o dólar... já conseguiu. Ou o resto dos BRICS... também já conseguiu. Ou certos países da União, como a Alemanha... pois, também já está. Dia haverá, e em breve, que os Estados Unidos se verão impossibilitados de usar os dólares nas transações internacionais, para comprar o que quer que seja, porque haverá excesso de dólares fora dos Estados Unidos. Neste momento 85% a 90% dos dólares circulam fora dos Estados Unidos, como já referi, aliás, neste mesmo blogue.

A Rússia preparou também um lugar perto de Moscovo para tomar o controlo militar do país em tempo de guerra e monitorizar as ameaças ao país em tempo de paz. Está indubitavelmente a preparar-se para uma guerra. Ora, não esperem um aviso ou uma ameaça. Russo que é russo não ameaça nem avisa. Ataca.

Mais uma vez, não será melhor mandar a administração Obama, e dos seus proto-comunistas, às urtigas e convidar a Rússia como igual para o seio da União Europeia? Se a Rússia não for uma ameaça, mas um parceiro, porque é que precisamos da Nova República Soviética dos Estados Unidos? E se não acham que os (falsos!) democratas (ou membrs do Partido Democrata) americanos são comunistas, que tal perguntarem porque é que um dos senadores desse partido, Joe Garcia, disse textualmente «This is the proof that communism works» e não em qualquer contexto de ironia?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A Rússia está a reverter o declínio populacional.

Nascimentos por mil habitantes na Rússia e nos Estados Unidos

A população da Rússia está crescer. O índice de fertilidade, o número de filhos por mulher, já é dos maiores do mundo civilizado. A taxa de fertilidade, o número de nascimentos por mil habitantes, já é maior que nos Estados Unidos e já nem falo da Europa. O poder das máfias pouco a pouco morre por lá, e uma economia florescente não é relatada pela imprensa ocidental. Porque será? — pergunto eu.

A Europa continua a envelhecer e a morrer. Decadência demográfica, estagnação económica e, o que é mais perigoso, afluxo indiscriminado de imigrantes de países não muito recomendáveis. Estes imigrantes, ao contrário dos que imigraram para aqui dos mesmos lugares nos anos 50 a 80, querem o que os seus predecessores nunca quiseram: transformar a Europa naquela espécie de esterqueiras de onde saíram. Querem a lei Charia aplicada às nossas mulheres e — por boca deles! — a conversão da Europa ao islamismo, conversão total. Nos Estados Unidos, são sul-americanos e islamitas a passar a fronteira.

O cristianismo afinal funciona. A Russia prova-o.

sábado, 29 de novembro de 2014

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mais 16000 tropas americanas na Europa? Vai dar molho.

Urso adormecido.  Deixem-no dormir.
Urso adormecido. É melhor deixá-lo dormir.

No início de 2015, cerca de 16000 tropas americanas virão para a Europa para «apoiar a Ucrânia». Com quase duzentos tanques nos Países Bálticos e um número indeterminado na Noruega, seis F-16 portugueses na Lituânia, isto não pode ser visto senão como uma provocação à Rússia.

«Não acordem o urso adormecido.» Este é um ditado de lenhadores nos Estados Unidos, que passou para a linguagem popular. Curiosamente, no Alaska é proibido acordar um urso adormecido para o fotografar. Está na lei.

Os Estados Unidos estão a corromper a Europa e a levá-la por maus caminhos. O Obama é um proto-comunista — basta ver como já nem quer ouvir falar de eleitos nas duas câmaras e vai legislar ao arrepio da constituição do país. Os Estados Unidos, não me apraz dizê-lo, já não são a terra da liberdade nem um estado de direito. Os infelizes casos da lei da amnistia, do rancho de Clive Bundy e do Obamacare provam-no indesmentivelmente. A Rússia pode não ser melhor na liberdade neste momento, mas caminha no sentido da liberdade individual. Os Estados Unidos no da ditadura socialista. Eu prefiro caminhar no sentido da liberdade que descer aos infernos, parta de onde parta.

Sou cristão e conservador. Acredito na liberdade de consciência e na responsabilidade do indivíduo. Não acredito nas tretas do coletivo, especialmente quando este coletivo nos é imposto por um diretório iluminado a gás de flato. Nós escolhemos os nossos amigos, com quem nos associamos e porque nos juntamos. Quando o Estado é grande, diz-nos com quem nos devemos associar e que propósitos são lícitos e — na mentalidade socialista — ilícitos. Diz-nos como devemos educar os filhos, como não devemos transmitir-lhe valores cristãos e morais, criando-os na amoralidade dos marchistas (grafia intencional!) empedernidos.

O caso da mulher barbuda da Eurovisão (que apenas ganhou pelo burlesco, sejamos sinceros!) mostra o rumo da União Europeia. É um rumo que irá inexoravelmente substituir europeus nativos por imigrantes que almejam viver à pala dos nativos e, ultimamente, tornar a Europa igual às esterqueiras de onde saíram. Se eles querem viver a Charia, que vivam nos países onde a Sharia é lei. Se querem fazer mutilações vaginais por causa da sua cultura, mantenham-se em países onde essa cultura é (infelizmente!) ainda aceite. Se querem vir para a Europa, devem abandonar completamente os desejos de Charia, de mutilações vaginais, de casamentos juvenis e de viver sem trabalhar à conta dos outros. Infelizmente, e tarde escrevo, Aníbal não está às portas, mas já cá está dentro.

Voltando à vaca fria, a Europa está um barril de pólvora. A administração Obama está desesperadamente a atirar fagulhas para ver se a guerra se inicia, para poder culpar a guerra da hecatombe financeira que se anuncia. Vamos aceitar isto?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quanto maior o estado...



Ou aprendemos isto agora ou vamos aprendê-lo quando for tarde demais.


O episódio (triste episódio) da governação dos últimos vinte anos deixa isto provado. É tempo de 1) ter menos burocratas e funcionários no Estado, 2) menos serviços estatais, 3) menos regras que protegem os negócios incumbentes contra novos concorrentes e 4) acabar com o monopólio do PS e do PSD e do CDS e do BE e do PCP-Verdes recusando a sua proposta em 2015.


Votar num mal menor é ainda votar num mal. Compreendo os que, como eu, votaram no Pedro Passos Coelho como alternativa a José Sócrates, mas o Coelho esteve lá e não fez o que tinha de ser feito no Estado, nem tem intenções de o fazer.


Se houver um partido que defenda 1) menos estado, 2) menos funcionários no estado, 3) menos regras na economia, 4) a extinção da ASAE e 5) uma política externa que não convide à guerra, digam-me: terá o meu voto. E, atenção, que mostrem que o irão fazer. Palavras leva-as o vento, e de garganta estou cheio. Quero quem faça e nao quem diga que vai fazer.


Não me venham com CDS: a Cristas é do CDS. Nem com PSD: os resultados estão à vista. Nem com PCP, BE, Livre, e sei lá quantos movimentos aglutinadores da esquerda: os resultados da sua governação e os paraísos terreais que geram são tão visíveis em outros países que não os quero por cá.


Não sou libertário. Sou conservador, e não tenho vergonha de o ser. Mas, como disse Reagan, em qualquer conservador existe um bocado de libertarianismo. Quero um governo pequeno, qe não valha mais de 15% do PIB, e que se dedique a preservar o nosso mode de vida, e não a dizer como devemos vivê-la. Que preserve a nossa liberdade de acreditar no que desejarmos e não ande a tentar indoutrinar ou a condicionar comportamentos.


Isto de estado grosso já foi longe demais. Temos eleições em 2015. Temos um ano para virar isto. Depois não teremos mais.

Cuidado com o que desejam. Vai concretizar-se.

O russo é um das línguas que leio e escrevo (paradoxalmente, nunca tive oportunidade de o falar, por isso não sei se a lingua se me enrolará). Posso ler na Rússia imprensa alinhada contra o Putin, o que o desqualifica como ditador. Assim como no Ocidente há imprensa contra a situação, e consideramos isso um dos qualificadores da democracia. Se há democracia aqui por causa dessa imprensa, teremos forçosamente de a considerar na Rússia actual.

Agora, repare-se que a Rússia está cercada, a ocidente, por países da Nato. Mais de 200 tanques Abrams M1 estão a ser colocados enquanto falamos nas repúblicas bálticas (aliás, 50 já lá estão). Isso não seria um problema, se a Rússia não estivesse a ser espicaçada para a guerra. Se há coisa que a Rússia, com o poderio que tem (2550 tanques pesados no activo e 12500 na reserva, seja o que isso for) poderia fazer agora é fazer uma guerra e ganhá-la, principalmente se fosse de surpresa. Como bem deve saber, um russo não ameaça nem anuncia o que vai fazer. Faz e pronto!

Os russos são tudo menos parvos. Foram humilhados pelo Ocidente desde 1991 e considerados inferiores, quase sub-humanos. Basta ver como são retratados nos filmes americanos: mafiosos, trapalhões, ébrios, ignorantes, com tecnologia que não funciona e é tratada a martelo. Não serão esses exageros e estereótipos na nossa propaganda?

Se eu fosse russo, estaria furibundo. Os russos são sumamente inteligentes, mas não querem dispensar o seu lugar justo no Mundo. Estão, pouco a pouco, a fazer o caminho para a liberdade e para a prosperidade, sem copiar no processo os vícios do Ocidente. Vícios esses que nos irão dizimar em poucos anos, enquanto a Rússia finalmente ficará com o lugar que merece no Planeta, sem o atavio do comunismo nem a peste do amoralismo ocidental.

Putin não quer a guerra. Se a quisesse, já os tanques teriam passado as fronteiras ocidentais da Polónia. Obviamente, está a ter muita contenção, mas está a preparar-se para ela seguindo o manual de estratégia militar que eles usam (já falei dele aqui, no Remoques). A paciência esgota-se, os mastins serão eventualmente soltos, e não criticarei a Rússia quando meter o Obama e o seu amigo barra apaniguado barra idiota Juncker na ordem.

Quanto à situação na Ucrânia, mercenários de um lado e do outro andam a espicaçar os locais. Quem responderá a isto?

  • Quando é que o russo será considerado língua oficial na Ucrânia?
  • Porque é que [disseram-me ontem e não pude confirmar] Poroshenko suspendeu os tratados internacionais no leste da Ucrânia — palavras dele. Referir-se-á à Convenção de Genebra?

Erros crassos de uma pessoa que não tem nada de burro como Poroshenko? Estranho. Será uma provocação mais para se fazer a guerra?

Se não nos livrarmos da União Europeia, nesta configuração maximalista e pervasiva, a União Europeia livrar-se-á do peso que é a nossa liberdade.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Detenção do Sócrates: guardem por enquanto os foguetes.

Já chegámos a ter em Portugal uma pessoa condenada por corrupção activa, enquanto o que recebeu o dinheiro foi absolvido. Tivémos um caso de corrupção cujo único condenado foi o que denunciou.

Cuidado com o caso José Sócrates: há que não embandeirar em arco. A procissão está no adro, e esta guerra é um aviso dos King Makers, que nos emprestaram dinheiro a rolhos para o gastarmos como se fosse água, às bardamerdas do Partido Socialista, os quais andaram recentemente a querer pretender aludir a discutir o pagamento da dívida.

Se o PS não arrepela caminho, o PS desaparece das sondagens, tal é a sucessão de escândalos que podem sair como metralha . O episódio Berloque d'Esquerda deveria dizer muito a muita gente. Vejam lá quantos iriam votar nos calhaus caso as eleições fossem hoje, e onde eles andavam a sonhar chegar há apenas cinco anos atrás.

A esquerda serve para gastar dinheiro como água em obras de regime, mas deixa o país de pantanas. Três vezes foi chamado o FMI, todas pelo PS. O PS sai do poder quando é necessário arranjar o país. Aí entra o PSD, depois de uma barragem de imprensa contra o PS. Um dia é necessário voltar a gastar dinheiro e reentra o PS, depois de uma barragem de imprensa apoucando o PSD, a ditadura das finanças e a obcessão pelo défice. Aqui está o busílis: ninguém chega a líder do PS nem do PSD sem que os que dispõem da decisão tenham um seguro de vida.

Porque é que o Rangel perdeu as primárias do PSD para a nulidade Passos Coelho? Porque ninguém tinha por onde o pegar, ou pelo menos algo tão forte como o que julgavam ter do Passos Coelho.

A chatice é que o seguro de vida do Passos Coelho (Tecnoforma) nem era seguro nem era passível de morte política. O PS jogou essa carta extemporaneamente, quando se viu apertado com os próximos de Sócrates; e, pensando ter um Poker de rainhas, tinha um par de duques. O público rapidamente viu que o caso tinha pernas coxas para andar, ou que as pernas até nem eram assim tão longas. A imprensa viu-se, apesar da barragem com que nos brindou, desacreditada e a bradar para os grilos. Só por exemplo, ainda estamos para saber se ele recebeu cento e cinquenta mil anos por mês de ajudas de custo ou cinco mil euros nesses trinta meses, e há quase vinte anos atrás. Se era isso o que tinham do Passos Coelho, nem imagino o pouco que tinham do Rangel.

Com Sócrates foi o Royal Straight Flush. Ele é odiado pelo que fez, e toda gente diz à boca pequena aquilo que os comentadores não queriam admitir. Eu próprio ouvi de fonte credível o que foi pago aos ministros socialistas durante a aprovação apressada e contra a opinião pública da linha de TGV. Até as famosas escutas, que foram destruídas, mas que andam por aí, na Internet, mostram que o Pinóquio não andava a fazer boa coisa. Infelizmente, o que ocupa telejornais é moda num mês e ausente no outro. O julgamento ainda não aconteceu, e pode-se um dia ver que para os nossos juízes sem justiça houve quem corrompesse, mas nunca quem fosse corrompido. Uma vez mais.