quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Não se lembraram de Beja?

Com tanta polémica de o avião que transportava um passageiro infetado com ébola não ter aterrado no Funchal, mas ter sido desviado para Lisboa, será que nenhum iluminado se lembrou do Aeroporto Internacional de Beja? Consta-me que anda vazio, logo não é um risco para ninguém, estava mais perto da posição de então do avião e sempre poderiam dar finalmente uso àquela coisa que tanto nos custa a pagar.

Agora a sério, que tal preparar esse aeroporto às moscas para essa eventualidade? Mais cedo ou mais tarde teremos de lidar com ela. Antes num lugar às moscas que no meio de uma área urbana de três milhões.

Já agora, o ébola é uma doença de moda, mas três piores e mais desenvolvidas estão no Continente Americano. Uma na Venezuela, em Maracay, já anda pelos muitos milhares de infetados- O Maduro perseguiu os médicos que anunciaram a doença, classificando-os terroristas. Aquela doença é conhecida como Venezuelan Virus (ao que sei ainda não tem nome). Nos etsados Unidos o enterovírus D-68 está-se a manifestar no Colorado e no Leste dos Estados Unidos. É uma doença respiratória, de mortalidade média, e raramente mata adultos. as crianças, no entanto, são muito vulneráveis e já se decretou o estado de emergência no Connecticut devido a esta maleita.

Da América Latina uma outra doença terá necessariamente de entrar pela fronteira Sul dos Estados Unidos, que nestes dias anda muito permeável. É uma doença que pouco mata mas muito mói, e que se estima ter pelo menos um milhão de infetados do Chile ao México. Chama-se Chikungunya. Os pacientes ficam com dores tais nas articulações que até andar é difícil. Felizmente, após umas semanas estão curados e a doença mata pouco. No entanto, se se tornar generalizada numa comunidade paraliza a atividade conómica.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mas o Obama enloqueceu!?

Acabo de saber pela imprensa russa e pelo blogue Armstrong Economics que o Obama está a fazer pressão para remover a Rússia do Sistema SWIFT, o que realiza as transferências bancárias internacionais.

Será que ele não percebe que isso 1) vai contra o direito internacional, 2) não pode ser feito sem aprovação do Congresso e 3) corresponde a uma verdadeira declaração de guerra?

Barack Obama tem de ser apeado do poder. A bem do resto do Mundo. Mikhail Gorbachev também pensa assim. Ninguém pode dizer neste mundo que Gorbachev é um amigo de Vladimir Putin.

É bom começar a ler esta entrevista de Serguei Lavrov à ITAR-TASS.

Um comediante russo escreveu esta pérola: A América está disposta a lutar contra a Rússia até ao último ucraniano.

Afinal também o ex-diretor do Frankfurter Allgemeine Zeitung afirma que o Ocidente quer uma guerra

O Dr Udo Ulfkotte é um jornalista alemão, ex-editor do Frankfurter Allgemeine Zeitung, um dos jornais de maior circulação na Alemanha. O vídeo é muito esclarecedor. Ele, que se assume pró-americano, como eu sou, sabe que os Estados Unidos de Obama já não merecem a nossa confiança. Acusa, como acusamos, os Estados Unidos e a Europa de quererem provocar uma guerra com a Rússia. Lamento dizer, por vezes os desejos acabam por se cumprir.

Metade do que se diz da Rússia deve ser descartado. A outra metade tomada com um grão de sal, um grão tão grande que causará um ataque cardíaco a quem o tomar. A Rússia está longe de ser um menino de coro, teve parte nas revoltas em Kiev e controla os tipos que estão no poder em Kiev. Mas a Rússia está pronta para a guerra. Vai parecer cair, a NATO vai cantar vitória, mas vai-se engasgar. Em poucos anos (tenho uma opinião, mas não digo quando acho) os russos irão levantar a cabeça e vencer a União Europeia e os Estados Unidos.

A razão para a guerra é simples: é necessário haver uma guerra ou uma boa peste antes que o sistema financeiro venha abaixo, para que alguém possa assobiar para o alto, dizer que a culpa lhe é estranha e que até estava tudo bem até ao início das hecatombes. Tipo Sócrates e a desculpa da «crise financeira internacional».

Se outros vierem dizer o mesmo, pode ser que os responsáveis da União Europeia tomem juízo e mandem o Obama e a sua política externa para o balde do lixo da História.

Os excelentes resultados da diplomacia ocidental

Homs, na Síria, depois de o Ocidente (Estados Unidos e União Europeia) terem querido apear o Assad a todo o custo. Assad é um ditador, não um menino de coro, sejamos claros. Porém, quem o quer substituir, apoiado peo Ocidente, é muito pior.

Eis uma imagem comparativa do mesmo local em Homs. Passou a Primavera e o Verão árabes, e acho que também o Outono.

Cdade de Homs, Siria, no presente

Tenho uma opinião acerca de o Ocidente ser a besta que sai do mar no Apocalipse, mas não manifesto certezas. Estando certo ou errado acerca disso, afirmo com toda a convicção que quem está à frente do Ocidente é uma grande e excelentíssima besta!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

As coisas andam turbulentas na Coreia do Norte. Fim de regime?

Rumores vindos de dentro através de dissidentes dizem que King Jong-Un, o qual não é visto há mais de um mês, foi deposto e já não manda no país. Na Internet, o ávido jogador de jogos multi-jogador não é visto há mais do que isso. De repente, alos funcionários da Coreia do Norte descem à Coreia do Sul e encontram-se com o Ministro da Unificação deste último país.

Há quem diga que o fim do regime tenebroso está por meses, sufocado pela carestia e pela hecatombe alimentar. Frutos do comunismo, diremos nós!

Esperam-se reações de Loures, do mesmo palerma que perguntou à defesa «Quem é que disse que a Coreia do Norte não e uma democracia»?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A propaganda da União Europeia é ridícula. E não estou só a dizê-lo.

Vaclav Klaus foi primeiro-ministro da República Checa entre 1992 e 1998 e presidente da república entre 2003 e 2013. Viveu o fim do comunismo e a transformação da República Checa numa economia de mercado. Não chamou a esse processo «reforma», mas «transformação», pois foi profundo. Quis fazer, segundo as próprias palavras, um «mercado sem adjetivos». Foi sempre um crítico da transformação que a União Europeia anda a patrocinar para si mesma. Foi entrevistado por um colunista do Spectator. E eu dou-lhe carradas de razão.

Como Klaus e muitos outros, também penso que a União Europeia deve retroceder para um simples tratado de paz e de comércio livre entre estados soberanos. Sem parlamento, sem comissão, sem edifícios e sem subsídios. Também penso que a Rússia, embora ainda não sendo um regime livre, nada tem a ver com a União Europeia. E caminha na direção da liberdade.

Putin pode não ser o maior libertário do Mundo, mas não é um acabado hipócrita como são os líderes do Ocidente. Com imperfeições e alguns hiatos, a Rússia está cada vez mais livre. Há imprensa crítica do governo, e cada vez menos os jornalistas são ameaçados. No Ocidente há imprensa crítica e cada vez mais os jornalistas são ameaçados.

Embora ainda (enfatizo ainda) não se mate nem se mande espancar um jornalista na União Europeia, regula-se a profissão e despede-se ou manda-se despedir quem falar contra os abençoados caudilhos ou o status quo. Vaticino que não muito no futuro surgirão espartilhantes regras visando os blogues, com multas e impedimento de escrever aos bloguistas que falem fora da cartilha oficial e temas aprovados.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Rendimento Social de Inserção: um direito ou um fardo para os outros?

Quando acha que tem um direito qualquer do Estado de lhe darem uma boa vida, esquece-se de que tem o dever de fazer por isso.

Quantas pessoas terminaram o Rendimento Social de Inserção por sua iniciativa? 19% dos que deixaram de receber (números do ano passado). São 6.500 em quase 230.000, ou 2,8% dos que recebem o Rendimento Social de Inserção (pelos períodos, creio que os 33.913 dos quais fazem parte os 6.500 já haviam sido subtraídos aos 230.000, pelo que a percentagem ainda é menor).

Uma em trinta e tal famílias livrou-de da pobreza por meios próprios, requisitando o fim do RSI. As outras noventa e muitos por cento não foram inseridas em sociedade nenhuma pelo RSI. Se o Rendimento Social de Insrção não é para inserir ninguém, chamem-lhe outra coisa, como Rendimento de Acomodação Económica e Compra de Votos.

A Casa do Gaiato, por comparação, é muito mais eficaz em levar as pessoas à autossuficiência que qualquer outras medidas do Estado. E eu, que isto refiro, sou até frontalmente contra instituições desse tipo — prefiro mil vezes a existência e promoção de famílias de acolhimento, pois nada substitui uma família regular.

Identificaste o problema. E que tal uma alternativa?

Qualquer entrega económica deve ser precedida de uma entrega económica. Assevero que o comércio é melhor do que a dita assistência, a qual apenas assiste as pessoas a manterem-se na pobreza. O Estado deve ficar fora de qualquer forma de assistência. A História (aquilo que a malta socialista não gosta de estudar, porquanto a incomoda) mostra que os pobres, que quando a sociedade é afluente os pobres deixam de ser pobre ou são apoiados na pobreza.

A Fundação Calouste Gulbenkian faz mais pela cultura e pela ciência em Portugal que a Cinemateca ou metade dos institutos públicos. Qual destes é que não custa um tusto aos contribuintes? Quem mais faz, menos custa. Porque é privado, onde o resultado é mais importante do que os meios ou o processo.

Se o Estado quer que os pobres deixem de ser pobres, deve deixar de subsidiar a pobreza. Ajuda o suficiente se permitir a dedução à matéria coletável de 100% dos fundos utilizados para esse fim pelos cidadãos e pelas associações de direito privado. Um pedinchão terá de fazer por si o que puder, se quiser ser ajudado por um privado. Sem direitos económicos, pagos sempre pelos contribuintes do costume, os calaceiros e os preguiçosos deixarão em breve de o ser. Não haverá pão para malucos se o Estado sair da assistência, da cultura e da ciência e deixar esse papel aos cidadãos, às associações de direito privado e às fundações — desde que estas não sejam falsas fundações, que dependem do Estado.