terça-feira, 7 de outubro de 2014

Afinal também o ex-diretor do Frankfurter Allgemeine Zeitung afirma que o Ocidente quer uma guerra

O Dr Udo Ulfkotte é um jornalista alemão, ex-editor do Frankfurter Allgemeine Zeitung, um dos jornais de maior circulação na Alemanha. O vídeo é muito esclarecedor. Ele, que se assume pró-americano, como eu sou, sabe que os Estados Unidos de Obama já não merecem a nossa confiança. Acusa, como acusamos, os Estados Unidos e a Europa de quererem provocar uma guerra com a Rússia. Lamento dizer, por vezes os desejos acabam por se cumprir.

Metade do que se diz da Rússia deve ser descartado. A outra metade tomada com um grão de sal, um grão tão grande que causará um ataque cardíaco a quem o tomar. A Rússia está longe de ser um menino de coro, teve parte nas revoltas em Kiev e controla os tipos que estão no poder em Kiev. Mas a Rússia está pronta para a guerra. Vai parecer cair, a NATO vai cantar vitória, mas vai-se engasgar. Em poucos anos (tenho uma opinião, mas não digo quando acho) os russos irão levantar a cabeça e vencer a União Europeia e os Estados Unidos.

A razão para a guerra é simples: é necessário haver uma guerra ou uma boa peste antes que o sistema financeiro venha abaixo, para que alguém possa assobiar para o alto, dizer que a culpa lhe é estranha e que até estava tudo bem até ao início das hecatombes. Tipo Sócrates e a desculpa da «crise financeira internacional».

Se outros vierem dizer o mesmo, pode ser que os responsáveis da União Europeia tomem juízo e mandem o Obama e a sua política externa para o balde do lixo da História.

Os excelentes resultados da diplomacia ocidental

Homs, na Síria, depois de o Ocidente (Estados Unidos e União Europeia) terem querido apear o Assad a todo o custo. Assad é um ditador, não um menino de coro, sejamos claros. Porém, quem o quer substituir, apoiado peo Ocidente, é muito pior.

Eis uma imagem comparativa do mesmo local em Homs. Passou a Primavera e o Verão árabes, e acho que também o Outono.

Cdade de Homs, Siria, no presente

Tenho uma opinião acerca de o Ocidente ser a besta que sai do mar no Apocalipse, mas não manifesto certezas. Estando certo ou errado acerca disso, afirmo com toda a convicção que quem está à frente do Ocidente é uma grande e excelentíssima besta!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

As coisas andam turbulentas na Coreia do Norte. Fim de regime?

Rumores vindos de dentro através de dissidentes dizem que King Jong-Un, o qual não é visto há mais de um mês, foi deposto e já não manda no país. Na Internet, o ávido jogador de jogos multi-jogador não é visto há mais do que isso. De repente, alos funcionários da Coreia do Norte descem à Coreia do Sul e encontram-se com o Ministro da Unificação deste último país.

Há quem diga que o fim do regime tenebroso está por meses, sufocado pela carestia e pela hecatombe alimentar. Frutos do comunismo, diremos nós!

Esperam-se reações de Loures, do mesmo palerma que perguntou à defesa «Quem é que disse que a Coreia do Norte não e uma democracia»?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A propaganda da União Europeia é ridícula. E não estou só a dizê-lo.

Vaclav Klaus foi primeiro-ministro da República Checa entre 1992 e 1998 e presidente da república entre 2003 e 2013. Viveu o fim do comunismo e a transformação da República Checa numa economia de mercado. Não chamou a esse processo «reforma», mas «transformação», pois foi profundo. Quis fazer, segundo as próprias palavras, um «mercado sem adjetivos». Foi sempre um crítico da transformação que a União Europeia anda a patrocinar para si mesma. Foi entrevistado por um colunista do Spectator. E eu dou-lhe carradas de razão.

Como Klaus e muitos outros, também penso que a União Europeia deve retroceder para um simples tratado de paz e de comércio livre entre estados soberanos. Sem parlamento, sem comissão, sem edifícios e sem subsídios. Também penso que a Rússia, embora ainda não sendo um regime livre, nada tem a ver com a União Europeia. E caminha na direção da liberdade.

Putin pode não ser o maior libertário do Mundo, mas não é um acabado hipócrita como são os líderes do Ocidente. Com imperfeições e alguns hiatos, a Rússia está cada vez mais livre. Há imprensa crítica do governo, e cada vez menos os jornalistas são ameaçados. No Ocidente há imprensa crítica e cada vez mais os jornalistas são ameaçados.

Embora ainda (enfatizo ainda) não se mate nem se mande espancar um jornalista na União Europeia, regula-se a profissão e despede-se ou manda-se despedir quem falar contra os abençoados caudilhos ou o status quo. Vaticino que não muito no futuro surgirão espartilhantes regras visando os blogues, com multas e impedimento de escrever aos bloguistas que falem fora da cartilha oficial e temas aprovados.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Rendimento Social de Inserção: um direito ou um fardo para os outros?

Quando acha que tem um direito qualquer do Estado de lhe darem uma boa vida, esquece-se de que tem o dever de fazer por isso.

Quantas pessoas terminaram o Rendimento Social de Inserção por sua iniciativa? 19% dos que deixaram de receber (números do ano passado). São 6.500 em quase 230.000, ou 2,8% dos que recebem o Rendimento Social de Inserção (pelos períodos, creio que os 33.913 dos quais fazem parte os 6.500 já haviam sido subtraídos aos 230.000, pelo que a percentagem ainda é menor).

Uma em trinta e tal famílias livrou-de da pobreza por meios próprios, requisitando o fim do RSI. As outras noventa e muitos por cento não foram inseridas em sociedade nenhuma pelo RSI. Se o Rendimento Social de Insrção não é para inserir ninguém, chamem-lhe outra coisa, como Rendimento de Acomodação Económica e Compra de Votos.

A Casa do Gaiato, por comparação, é muito mais eficaz em levar as pessoas à autossuficiência que qualquer outras medidas do Estado. E eu, que isto refiro, sou até frontalmente contra instituições desse tipo — prefiro mil vezes a existência e promoção de famílias de acolhimento, pois nada substitui uma família regular.

Identificaste o problema. E que tal uma alternativa?

Qualquer entrega económica deve ser precedida de uma entrega económica. Assevero que o comércio é melhor do que a dita assistência, a qual apenas assiste as pessoas a manterem-se na pobreza. O Estado deve ficar fora de qualquer forma de assistência. A História (aquilo que a malta socialista não gosta de estudar, porquanto a incomoda) mostra que os pobres, que quando a sociedade é afluente os pobres deixam de ser pobre ou são apoiados na pobreza.

A Fundação Calouste Gulbenkian faz mais pela cultura e pela ciência em Portugal que a Cinemateca ou metade dos institutos públicos. Qual destes é que não custa um tusto aos contribuintes? Quem mais faz, menos custa. Porque é privado, onde o resultado é mais importante do que os meios ou o processo.

Se o Estado quer que os pobres deixem de ser pobres, deve deixar de subsidiar a pobreza. Ajuda o suficiente se permitir a dedução à matéria coletável de 100% dos fundos utilizados para esse fim pelos cidadãos e pelas associações de direito privado. Um pedinchão terá de fazer por si o que puder, se quiser ser ajudado por um privado. Sem direitos económicos, pagos sempre pelos contribuintes do costume, os calaceiros e os preguiçosos deixarão em breve de o ser. Não haverá pão para malucos se o Estado sair da assistência, da cultura e da ciência e deixar esse papel aos cidadãos, às associações de direito privado e às fundações — desde que estas não sejam falsas fundações, que dependem do Estado.

sábado, 27 de setembro de 2014

Viva até aos 75. Depois morra, que é esse o seu dever.

O Dr. Ezekiel Emanuel acha que deve morrer aos 75. Nós dizemos: porque não se apressa?

O Dr. Ezekiel Emanuel, um dos arquitetos do Obamacare, o programa de saúde da administração Obama nos Estados Unidos, acha que as pessoas devem viver até aos 75. E depois deixar de procurar prolongar a sua vida, através de tratamentos médicos, claro que pelo bem comum. Para quem quira ler, que leia aqui, em inglês.

Muitos americanos, ao verem como os seguros de saúde lhes subiram após a implantação do Obamacare ou como perderam o seu emprego (porque as empresas não estão para aturar as taxas por este programa criadas sobre os trabalhadores), lamentam que o Dr. Emanuel tenha vivido até hoje.

Eu não posso estar mais de acordo. Todos os socialistas, das mais diversas matizes e cores, devem morrer aos 75. E, se forem mesmo patriotas, devem morrer aos 67 anos e três meses (podem gozar três meses de reforma, mais mais não é preciso). E se forem mesmo boas pessoas devem atirar-se para a linha do TGV assim que esse esbulho inútil esteja construído.


Agora a sério. O sistema de Segurança Social, lá e aqui, está condenado. É uma fraude tipo Dona Branca ou Maddoff. Mais cedo ou mais tarde, surgirá a lei que impede as pessoas de viver mais de dez anos após a reforma, negando cuidados médicos que possam prolongar a vida. Ou isso ou a Segurança Social vai falir em menos de uma década. Se está nos quarenta e tais, como eu, saiba que isso é o que nos espera.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Desemprego em Portugal? Não é culpa dos alemães.

Portugal pode pagar muito mais do que paga agora. O Salário Mínimo Nacional funciona como uma fasquia, uma desculpa para pagar menos. Aboli-lo seria o primeiro passo da subida generalizada dos salários (depois de um tempo de ajustamento, concedo isso).

O salário mínimo não cria nem destrói emprego em Portugal. Não é alto o suficiente para tanto. O salário mínimo apenas faz com que as empresas se encostem à linha de baixo quando querem contratar, por causa do que vou referir a seguir. Dá um referencial inferior, para gáudio de quem quer contratar e desespero de quem quer trabalhar a sério.

Porque é que há desemprego em Portugal?

  1. Dificuldade de despedir, que implica medo de contratar.
    1. Medo de contratar quem não tem experiência.
    2. Medo de contratar para perseguir oportunidades comerciais que podem não se consubstanciar (pois no dia seguinte estão a perder tempo e dinheiro no contencioso para despedir os que foram contratados para um determinado projecto, cujo terá sido redimensionado ou abandonado por razões várias).

      Logo, imobiliza-se a economia. As empresas, com medo de contratar, deixam de perseguir oportunidades que de outra fação iriam experimentar. Crescem as empresas dos países onde se pode despedir livremente, modorram as nossas.

      Como corolário, quem tem emprego não tem de dar ao pedal. Não precisa. Pode passar trabalho para quem não seja «efectivo», a palavra mágica que significa «nhã, nhã, nhã, tens de me pagar para me ir embora, toma e embrulha!».

  2. A sobrerregulação da economia implica a criação de menos negócios e a deslocalização de muitos.

Como se cria emprego em Portugal?

Tratando de promover a liberdade contratual.

  1. Liberdade de despedir, à americana. «Estás despedido, leva o que te devo e sai daqui!» é ouro para as empresas que pensam em contratar. «Vou-me emgora. Pague o que me deve e adeus!» é ouro para um bom empregado.

    Um bom empregado tem muito a ganhar com o livre despedimento. Sabe que a qualquer momento um mau empregado de uma outra empresa irá ser despedido e ¡bumba! terá uma nova oferta, de valor superior. Um empregado medíocre terá benefícios nulos. Continua onde está.

    Um empregado calaceiro, incompetente, modorrento, inético e indolente tem tudo a perder, pois irá ser substituído por um bom empregado, ou pelo menos por um melhor do que ele.

    A propósito, porque é que são os sindicrápulas que mais falam contra estas propostas? O barulho é muito esclarecedor.

  2. Desregulamentar a economia. Em Portugal, uma empresa industrial pequena precisa de ler no mínimo 17.000 páginas de texto (nove bíblias, ou a altura de um homem em páginas empilhadas) de legislação confusa, obtusa e conflituante entre si. Metade dessa legislação não é necessária. Metade da metade que resta é perniciona. Do restante, quase tudo é perfeitamente idiota.

    Sugiro que a legislação económica seja declarada falida. Isto é, que se comece do zero e se faça nova legislação, que coarte o menos possível a inovação e a liberdade empresariais. Que não seja um favor aos incumbentes para tolher os insurgentes.

    Ou a legislação declara falência ou o país acabará por a declarar.

  3. A ASAE e a ACT devem permanecer em modo pedagógico, explicando aos empresários como se cumpre a lei, e dando prazos razoáveis para corrigirem as suas faltas. Em vez de serem os proverbiais caçadores de multas. A ASAE comete crimes económicos. O ACT nem deveria ser necessário.

Conclusão

Se temos desemprego, a nós se deve. E isso são boas notícias. Pois se o desemprego a nós se deve está na nossa mão acabar com ele. O processo ser iniciado já na próxima semana, na segunda-feira. Novo código de trabalho, ASAE em modo pedagógico, tudo isso em menos de um mês poderia ser feito (a legislação industrial tem o seu tempo, mas podemos começá-la hoje). Especialmente porque o novo código de trabalho poderia apenas ser constituído de umas três ou quatro páginas em vez da bestialidade catarpácia de hoje.