quarta-feira, 18 de junho de 2014

Se um destes dois estarolas chega ao governo do país, teremos de nos vender à Alemanha

Com dois cérebros assim, estamos bem tramados!

A vida, mesmo se não inteligente, é possível em completo vácuo cerebral, desafiando as leis básicas da termodinâmica. Não só é possível um vácuo perfeito, mas também a vida existir nesse vácuo.

O António Costa descobre que afinal a receita para acabar com a dívida é aumentar a riqueza. Uau, Melga, que brilhante! Essa receita foi tão bem aplicada pelo PS que um governo PS teve de chamar o FMI, de joelhos, para poder pagar os salários desse mesmo mês. O aumento de riqueza do PS dá nisto. E depois vem o PSD consertar as coisas. É bem verdade que este PSD não é muito bom naquilo que quer fazer. Mas vai fazendo. A ponte, se bem que não ofereça muita segurança, não tem caído nem dá mostras de cair. O PSD de Coelho pode ser um desenrascador, mas desenrasca. O PS é que nos enrascou.

Senhor Costa, olhe para o que o seu partido fez, cubra-se de vergonha!

O PS diz que o Rui Rio não foi um bom gestor. E porquê? Porque deixa (veja-se o artigo que ligámos) um superavite de 23,6 milhões de euros na Câmara do Porto e recupera dívida, dívida essa deixada pela administração PS. Ficamos a saber que os socialisatas abominam os superavites. Detestam contas boas. Adoram divida. Para um Gestor PS™, encartado na Escola Dominical de Economia Técnico-Catastrófica, défice é bom, dívida é boa, superavite é mau, contas boas é coisa abominável. Estamos quanto a isto esclarecidos.

Se um daqueles dois, seja qual for, vai para o poder, teremos a via aberta para um quatro resgate chamado pelos desgovernos PS (os primeiros nos anos 70 e 80, o terceiro em 2011). Disto tenho eu a certeza, e a história da dita democracia está lá para me provar certo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Earthly Father, Heavenly Father


Eis o melhor vídeo que vi sobre a paternidade.

Para todos aqueles que, como eu, têm ao seu cuidado crianças que criam com o afeto que apenas um pai sabe providenciar. Somos pais.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A Guerra Fria das Informações

Novo navio de informações da NATO

Em Março, um navio de informações sai de um estaleiro romeno em direção à Escandinávia, atravessando o Bósforo e o Mediterrâneo. Chamar-se-á Marjata e é tão cheio de eletrónica de vigilância como a francesa Georges Pompidou. Missão: saber o que os russos andam a fazer no Ártico.

No Canadá, um oficial da marinha foi condenado a vinte anos de prisão por espiar em favor da Rússia. No mesmo país, a polícia prendeu um empregado do Lloyds de Toronto, acusado de tentar passar para a China informações confidenciais dos planos do Canadá de construir barcos-patrulha para o Ártico.

Os serviços de informação noruegueses estão em alerta permanente. Clamam que os seus conhecimentos de tecnologias de exploração petrolíferas são uma tentação para outras nações (imagine-se quais!)

Uma guerra fria é esta, e não se esgota no Ártico. Pessoalmente estou ambivalente: gosto do ocidente, mas desconfio que o caminho que o Ocidente trilha nos levará à tirania. Ainda não sei o que hei-de pensar da Rússia. Mas desconfio que não são os maus da fita.

A Rússia Abandona o Dólar. Consequências?

Recursos conhecidos de gás natural na Rússia. A ser pagos em euros.

A Gazprom assinou dez contratos com vários países de fornecimento de gás. Oito são em euros, um em rublos (este com a Bielorśsia). Apenas um cliente, não especificado, insistiu assinar em dólares.

Os bancos russos e chineses estão a fazer o mesmo.

Richard D. Porter e Ruth A. Judson publicaram um trabalho, que está no sítio da Federal Reserve, onde dizem que em 1995 cerca de 4/5 das notas de dólar circulavam fora dos Estados Unidos. Avisam também que essa proporção tem vindo a aumentar. Ora, o dólar circula fora dos Estados Unidos porque 1) e uma denominação de reserva quando as moedas locais são instáveis e 2) porque é a moeda de referência para as trocas internacionais.

Imaginemos um cenário onde as nações começam a trocar bens e serviços entre si noutras denominações, por exemplo em euros. Os dólares neste cenário apenas serviriam para trocar bens e serviços com os Estados Unidos. Mas neste cenário toda a gente teria muitos dólares no bolso e os Estados Unidos têm, como todas as nações, uma economia limitada. Logo, a capacidade de comprar bens e serviços em dólar apenas para os Estados Unidos ou para um grupo pequeno de nações que ainda adiram ao dólar.

É difícil dizer o que aconteceria? As pessoas, para se livrarem dos dólares, estariam dispostas a dar mais dólares por cada unidade de valor de bens ou serviços. Um filme que agora custa USD 15,00 poderia ser vendido por USD 50,00, logo que o dólar se desvalorizasse. Isso seria bom para a economia americana? Sim, apenas no início e apenas até que a desvalorização do dólar começasse a ser absorvida internamente. Numa economia desta escala, toma cerca de 18 meses, como mostram as séries japonesas e americanas dos anos 70 e 80.

Se os Estados Unidos fossem auto-suficientes em energia e em alimentação, o mal seria nenhum. Como Portugal, não o são totalmente. Os Estados Unidos podem passar sem trigo do exterior, mas não sem petróleo. O qual estará nas mãos dos russos.

Pensava aquela administração decerebrada que as sanções contra a Rússia a fariam ficar de joelhos? Não conhecem os russos.

Note-se que a fuga de capitais da Rússia e da China é um problema, o qual terá de ser abordado pelas autoridades dos dois países para prejuízo da Europa, onde os capitais, muitas vezes ilegalmente desviados, são aplicados. Não podemos aí andar a dar vistos dourados sem que isso, mais cedo ou mais tarde, nos rebente na cara.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ramadão e MERS

Haaj em Meca, na Kaaba. Note-se que são tantos e tão juntos.

O ramadão está aí às portas e na Arábia Saudita anda à solta um vírus com mortalidade acima de 40%, o MERS, o Síndrome Respiratório do Médio Oriente. Este vírus está relacionado com o Síndrome Respiratório Grave-Agudo, o SARS, que anda a atacar pelos lados da Ásia. Ao contrário do SARS, que possui uma mortalidade inferior a 10%, o MERS tem-na acima de 40%, e o número de infeções não deixa de ser revisto em alta. Além disso o MERS pode ser propagado de mais maneiras que o SARS. Pode ser propagado por insetos, como pulgas e mosquitos.

O Haaj (ou hajj) é a peregrinação que todos os muçulmanos têm de fazer pelo menos uma vez na vida para o ritual de Umrah. Neste ritual, os peregrinos fazem juntos sete jornadas entre Safaa e Marwah. Estes eregrinos vêm de todo o Mundo e voltarão para os seus lugares de residência. Vendo que os habitantes de 6% da França e de 30% da cidade de Bruxelas são muçulmanos, os nossos serviços de saúde têm razão para estar em pânico.

Há cinco anos, em 2009, o Irão, por causa da incidência da gripe suína entre os peregrinos, baniu as viagens a Meca. Talvez venha a fazê-lo também este ano. Entretanto na Europa, com a invasão islâmica das últimas décadas, não pecamos em exagerar nos cuidados com que pretendamos monitorizar esta ameaça.

terça-feira, 10 de junho de 2014

A China tem nova tabela periódica...

... onde o alumínio e o cobre se evaporam à temperatura ambiente.

Veja-se:

Para aqueles que acham que o Irão é um pacífico...

Talvez seja melhor lerem a opinião de um tal Nikolai Makarov, que é nem mais nem menos o Chefe do Estado Maior das forças armadas russas.

Estamos cientes de que muitos países que nunca admitiram ter um arsenal nuclear o têm na realidade. (...) Não tenho dúvidas que se as armas nucleares caírem nas mãos de extremistas, isso irá comprometer a segurança mundial, e portanto qualquer cenário é possível se certos países adquirirem capacidades nucleares.


Realizámos uma avaliação com os nossos homólogos americanos, que concluiu que esta ameaça é realista. O próprio facto de que nós concordámos em realizar um escudo anti-míssil conjunto implica que reconhecemos que a ameaça é real.

A pérola vem a seguir.

Vamos lidar com este problema juntos, vamos tomar uma iniciativa conjunta para nos livrarmos das ameaças potenciais, não apenas para os países europeus, mas também para a Rússia, porque a Rússia é parte da Europa.

Gostaria de que aqueles que dizem mal da Rússia pensassem nisto: qual é o bloco onde a democracia mais é posta em causa? Não é a Rússia.

O próximo testemunho é de John Nyquist, que encontrarão no seu sítio.

Como um antigo membro do parlamento britânico disse ao alcance do meu ouvido: «Reagan e Tatcher salvaram o Ocidente do socialismo.» Um antigo coronel do GRU (serviços de inteligência externa russos), que se sentava no outro lado da mesa, segredou-me ao ouvido: «Mas a América é o paraíso do marxismo.»

Pensem o que quiserem. Limito-me a apresentar factos, os mesmos que a nossa imprensa persiste em ignorar.