sexta-feira, 30 de maio de 2014

Leis que fazem bem a uns poucos funcionários e muitos outros têm de pagar é a igualdade em Portugal

Justiça em casa causa própria não é justa

As leis são construções humanas. Até as leis da física são construções humanas que tentam explicar a realidade. Uma pedra não sabe que deve cair a 9,81 m.s-2 menos a força de resistência do ar, dada por Cx.At.v2. Um electrão não sabe que deve virar quando um campo magnético se lhe apresenta. Maxwell soube-o, e sabemos o que um campo magnético ou um electrão. O electrão não sabe. As leis e os conceitos da física são feitos pelos homens para explicar a natureza e prever fenómenos naturais.

Assim como as leis da física são construções humanas, racionais e lógicas, que tentam explicar a natureza, as leis humanas são construções humanas, por vezes racionais e raramente lógicas, que almejam ordenar a sociedade, constrangendo os limites de acção dos seus membros. Boas leis tornam a vida mais fácil para todos, muito embora aqui e ali tenhamos individualmente barreiras às nossas acções. Sacrificamos isso pelo bem comum. A lei só é boa se a generalidade das pessoas ficar melhor devido à sua aplicação.

Se uma lei criada por homens tem resultados perversos para a generalidade das pessoas quando aplicada, a lei está errada e é estúpida. Por sinal pode, através da acção desses mesmos homens, ser revogada e deitada para o oblívio. Para o mesmo caixote do lixo para onde deveriam ir quase todas as leis. Se se anda a discutir a possível acção perversa do Tribunal Desconstrucional na economia e no emprego, isso é mesmo um sinal claro de que a justiça manda que os juízes ganhem o seu sal com outras coisas.

Diga um juiz do Tribunal Constitucional a um desempregado que o seu emprego se foi porque o patrão dele não pôde continuar a empresa onde este trabalhava. E não pôde porque a pressão fiscal o obrigou a fechar portas, pressão essa provinda da insaciedade constante dos desfuncionais impúdicos (funcionários públicos, para quem não tiver percebido) e dos emperresários neo-socratino-desenvolvimentistas alapados ao Orçamento de Estado. Diga-lho o Senhô Dotô Juiz nos olhos; diga-lhe que a lei é que é boa e que o desemprego dele é afinal uma irrelevância consequente da aplicação da boníssima lei. Diga-lhe que o princípio da igualdade é para meter as pessoas no desemprego quando convém a outras pessoas, que querem conservar o seu tacho, e que mandam aplicar a lei. Diga-lhe que é dura a lei, mas a lei, enquanto enche os seus próprios bolsos. Pior, diga isso sem se rir.

Se o dissesse à minha frente, teria visto como eu de boamente aplaudiria o desempregado que, à força da lei física da conservação do momento linear, reduzisse o número dos dentes que tem na boca a qualquer número entre dois e cinco.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Se eu vendesse disto aos tipos do PS faria fortuna!

Ferramentas fundamentais para a administração do Partido Socialista

Sugiro que o António José Seguro compre um colete de kevlar. Dá jeito nestes dias.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Escalada de tensão no Mar da China. Onde está a imprensa portuguesa?

Barco da guarda costeira vietnamita.

O Vietname acusa a China de afundar um barco de pesca vietnamita a apenas 30 Km da controversa plataforma petrolífera que está a abrir feridas entre os dois países. O Vietname acusa também a China de haver ferido no Domingo quatro oficiais do controlo pesqueiro do Vietname com canhões de água. Todos os barcos vietnamitas que estão na vizinhança da plataforma petrolífera estão danificados, ainda segundo as autoridades vietnamitas.

A China e o Vietname, dois países comunistas, tiveram escaramuças navais em 1974 e 1988. A primeira foi nas Ilhas Paracel e saldou-se por um navio vietnamita afundado e várias dezenas de mortos de cada lado. A segunda, no Recife Meridional de Johnson, fez cinquenta e três mortos no Vietname e dois navios afundados; as baixas e danos chineses nunca foram conhecidos. A China venceu ambas as batalhas.

Onde está a imprensa portuguesa? A chamar alívio pelo aparente e bem vindo acalmar na Ucrânia? Olhem para o Extremo Oriente. havendo molho, começará aí.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Votar no mal menor

«Pois eu não penso votar em nenhum!»
«Pois fica a saber que depois não te poderás queixar!»

Depois de muito pensar, irei votar na Aliança Portugal (PSD e CDS). São os males menores. Infelizmente não posso votar em partidos eurocéticos com uma mensagem que se aproximasse do que penso, porque em Portugal é mal merecedor de chicote ser-se desconfiado da bondade da presente União Europeia.

Os partidos eurocéticos que há são no mínimo ridículos. Não há partidos liberais na economia e conservadores na ordem social em Portugal. Não temos um Nigel Farage. Nunca teremos um Godfrey Bloom.

Talvez o jornal O Observador propicie um espaço em que ideias, e não quadrantes políticos, sejam discutidos por valerem o que valem. Ou um espao que esteja rendido à extrema esquerda e capturado pelos interesses dos empreiteiros que querem investimento público em nome das pessoas (eles são as pessoas, é claro, e o povo, que não é feito de pessoas, entra com a carteira).

Mais vale votar Domingo num mal menor do que suportar depois o mal maior.

Vladimir Putin Caesar, ou atravessar o Rubicão.

Júlio Putin ou Vladimir César?

Muito se tem falado de Vladimir Putin. Putin não é nenhum diabo, nem certamente nenhum monstro. Bem piores são os europeus e a União Europeia. Dito isto, também não é nenhum salvador da Europa. Porque não quer. E, se tentasse, falharia em sê-lo.

Nos dias que correm-se em Moscovo, fala-se muito da Terceira Roma. A Terceira Roma, identificada nos Contos dos Príncipes Vladimor (Сказание о князьях Владимирских), uma obra literária do início do Sec. XVI, escrita por monges búlgaros expulsos pelo invasor Otomano, e que procuraram refúgio nas terras de Moscóvia (nesses dias ainda não se falava propriamente em Rússia como hoje).

Nesse livro, identifica-se Moscóvia (o grão-ducado, não a cidade) como a terceira capital do Império Romano, depois de Roma e de Constantinopla. Dizem os monges que a primeira e a segunda Roma caíram, mas não haverá quarta. à boa maneira do tempo, inventaram um tal Prus, sobrinho do Imperador Augusto, a quem teria sido dado o Norte do Mundo, chamado Prússia. Aquilo que se chamou a transferência do Império (transferio imperii).

A história, claramente apócrifa, conquistou o imaginário dos moscovitas. Este papel escatológico de Moscovo, juntamente com a propaganda anti-ocidental que por lá corre nestes dias, prepara a opinião pública para a guerra. O livro Estratégia Militar Soviética, de Sokolovski, o texto clássico utilizado no ensino militar por aquelas bandas diz:

A vitoria na guerra é impensável sem a preparação atempada e cuidada do país e das forças armadas.
(E. M. S., cap. 7)

E, sobre a preparação, mais à frente no mesmo capítulo:

A preparação política da moral popular é de crucial importância (...) já que o uso de armas de destruição maciça numa guerra impõe custos inusitados e excecionalmente altos no moral político de uma população. (...) O ódio ao inimigo deverá excitar o desejo de destruir as forças armadas e o potencial militar-industrial do agressor, e de atingir a vitória completa numa guerra justa.

Querem conhecer Putin? Estudem César. César, ao invadir a Gália, estava numa guerra de defesa (ah! os malvados gauleses). Quando atravessou o Rubicão, já de Norte para Sul, fez tábua rasa da lei para salvar Roma. E foi aclamado pela populaça.

Quando Putin invade a Ucrânia (poupem-me as desculpas), está a defender russos. Quando a Rússia invadir a Europa, daqui a uns anos, estará a salvá-la de si mesma. [Bem precisa de ser salva, só espero que o salvador não seja pior que o que vai salvar. Não esperem de mim o papel de Vercingetórix ou de Carátaco. Não morro de amores pela União Europeia. Se a Rússia não for pior, e não parece ser no momento, bem vindos sejam!]

A partir destas eleições, prevejo que os escândalos que incidem sobre a burocracia europeia e sobre os parlamentares serão quase diários. Capítulo 7, Estratégia Militar Soviética.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Rússia e China com movimentos estranhos... a menos que se estejam a preparar para alguma coisa.

A Rússia e a China estão definitivamente a preparar alguma coisa. Estão freneticamente a comprar ouro e a desfazer-se dos dólares americanos — para comprar esse ouro. A China está também a comprar comida e petróleo. Parece-me uma reserva para uma futura guerra ou período de carestia.

Reservas da Rússia de dólares americanos
Reservas de ouro da Federação Russa em milhões de onças Troy. Note-se a subida atual.
Reservas de ouro da China. Note-se a subida até 2012. O movimento de compra de ouro entretanto voltou a disparar.

Não espero que jornal português algum fale disto. Estão muito importados com as asneiras do Seguro e as diatribes do Jerónimo e as burrices da Matias e as nulidades que são os candidatos todos ao Parlamento Europeu. Quem não quer ver hoje verá amanhã.

Termino com as palavras do ministro dos negócios estrangeiros da China:

A nova China nasce de sangue e fogo, e não é apenas sem medo de guerra mas corajosa a aceitar conflitos razoáveis e legais, porque defender a nossa pátria da agressão serve para acelerar o desenvolvimento do poder do Estado. A nação chinesa gosta da paz, mas há poucas dúvidas de que a glória tingida de sangue irá pavimentar a estrada da China rumo à revitalização. Esta é a glória que as gerações futuras irão apreciar.
Soem os alarmes para a preparação da guerra, refaçam-se as nossas convicções firmes, acorde o povo destemido e revivam-se as nossas indústrias estratégicas — o nosso país está a avançar e o nosso futuro é brilhante.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O melhor discurso de Ronald Reagan

Este discurso foi dado aos estudantes da Universidade de Moscovo em 1988. Fala de liberdade, de mercado livre e de primado das leis. Dessa liberdade que já teve melhores dias no Ocidente.

Precisamos de um Ronald Reagan agora. Acho, infelizmente, que o molde foi quebrado e que este é irrepetível.

Dito isto, acho que o Vladimir Putin deveria ver este discurso. Talvez voltasse a colocar a Rússia no caminho da liberdade que quase teve. Se há homem que o conseguiria se realmente o quisesse, é Vladimir Putin.