domingo, 18 de maio de 2014

Portugal na corrida espacial! E a vencer!

Líderes socialistas.

Exmos Srs.,

SEGURO, António José
ZORRINHO, Carlos
GALAMBA, João

Ou altramente chamados «A Trindade da Asneira.

Soube recentemente das vossas quinze propostas, integradas nuns tais oitenta compromissos que Vas. Exas. intendem algum dia apresentar. Transcrevo tais propostas:

1) acabar com a TSU dos pensionistas
2) revogar os cortes no Complemento Solidário de Idosos
3) não despedir na função pública
4) lutar contra a fraude e a evasão fiscal
5) estabelecer um acordo de concertação estratégica
6) apresentar um plano de reindustrialização do país
7) criar uma estação oceânica internacional nos Açores
8) celebrar um pacto de emprego
9) não aumentar a carga fiscal
10) separar o público e o privado no Serviço Nacional de Saúde
11) reduzir para metade a taxa de abandono na escolaridade obrigatória
12) recusar o plafonamento das contribuições para a segurança social
13) procurar que, no quadro do Tratado Orçamental, o país chegue a um saldo estrutural de 0,5% do PIB
14) promover a reforma do Estado
15) lutar por uma nova agenda para a Europa

Fiquei siderado com a abrangência destas propostas, que me excuso a adjetivar. Devo por tal âmbito deixar um elogio a Vas. Exas. nesta missiva.

Gostaria de cumprimentar Vas. Exas. por haverem posto Portugal à frente da corrida espacial. Por estes dias já temos, graças aos vossos esforços, uma base lunar de conceção inteiramente lusa e plenamente funcional. Congratulamo-nos por serem Vas. Exas. os mais distintos portugueses a viver em permanência no mundo da Lua.

Esperamos agora que consigam minerar os anéis de Saturno para empenhar e pagar as vossas propostas. Temos a certeza, a dar o mínimo crédito às palavras de Vas. Exas., que arranjarão um modo de o fazer. Ficará assim Portugal além de qualquer outra nação conhecida em matérias lunáticas, tudo para vosso crédito.

Com os meus maiores respeitos,

Um português que ainda não parou de rir.

O espetáculo começou.

A China está a retirar os seus cidadãos do Vietname, depois de os motins anti-China por lá se terem tornado letais.

Após os motins, provocados pela decisão da China de colocar uma plataforma em águas reclamadas pelo Vietname, A China decidiu retirar os seus cidadãos de terras vietnamitas em dois aviões e três barcos. Aproximadamente 4000 pessoas estão a ser evacuadas. Há três dias atrás, havia já 21 mortos e 90 feridos resultantes das revoltas.

Em política o que parece não é. Eu penso que o ato chinês de invasão foi uma provocação pura e simples. Disseram-me que a zona em questão é pobre em hidrocarbonetos, e isso indicia que não estou errado. Se a China está a provocar uma revolta, pode ser um teste à reação do Ocidente, especialmente a dos Estados Unidos, e a da ASEAN (A Associação de Nações do Sudeste Asiático).

O Vietname não tem um acordo de defesa com os Estados Unidos. As Filipinas têm. Nas Ilhas Spratly, ocupadas correntemente pelas Filipinas, a China anda a construir o que parece ser uma pista de aviação militar. E enquanto no Ocidente andamos ocupados com a Ucrânia, a China vai esticando a corda. Sabe que, enquanto os russos mantiverem a atenção do Mundo e os parcos recursos militares que ainda nos restam a Ocidente, o Oriente é dela.

Por muito russófilo e sinófilo que eu seja, e sou-o, acho que a loucura das suas elites ai condenar aqueles povos à miséria. A menos que essas elites possam contar com a covardia do Ocidente ou que tenham forças militares muito mais fortes do que as do Ocidente. Espero que não se tornem estes países num novo Paraguai de 1864, que achou que poderia lutar contra tudo e todos, e que acabou sem 75% da sua população.

Sobre o Keynesianismo e os nossos Asno-Keynesianos Seguro e Galamba

A DEFESA POSSÍVEL DO KEYNESIANISMO

John Maynard Keynes (1883–1946), um dos mais célebres economistas do Sec XX.

O Keynes dizia o mesmo que José do Egipto havia dito há três mil e poucos anos atrás: que durante o tempo das vacas gordas do sonho do Faraó se deveria amealhar o suficiente para se poder equilibrar a economia nos tempos maus, ou de vacas magras.

O sonho do Faraó, interpretado por José do Egipto.

Convém saber a história do José do Egipto. Ao fazer o que fez ele salvou o Egipto da fome, mas no fim todos os egípcios ficaram servos do Faraó, comprados com o mesmo dinheiro que lhes havia sido extorquido nos tempos de abundância.

OS NOSSOS ASNO-KEYNESIANOS, QUE SE FICAM PELA METADE DA TEORIA

Os nossos trapalhões keynesianos, cujos inspiram novas palavras como galambice e segurice com significados que não lhes dão elogios, são cabalmente inábeis senão nas artes da torpeza e da suprema asinice. Esquecem-se ou preferem esquecer que o Estado tem de amealhar durante os tempos de abundância, mantendo superavites, segundo a própria teoria de Keynes. São meso-keynesianos (na metade que interessa aos empreiteiros e aos alapados ao Orçamento) ou asno-keynesianos. Tenho a certeza de que o Keynes não quereria ser associado ao Seguro e ao Galamba, caso estivesse vivo.

Os asno-keynesianos não salvam Portugal da fome, em tempo algum. Na verdade, mantêm Portugal na fome e na dívida, porque nos tempos das vacas gordas do sonho do Faraó dissipam o que vai nos armazéns reais e mantêm-nos tão vazios como os seus próprios talentos. E nos tempos de vacas magras exageram a receita, aumentando impostos para cobrir parte do que se gastou e indo buscar emprestado o que falta. Dívida permanente é por isso o resultado. Paga por todos, sem intervalos, deprime a economia.

Ao menos se tivessem a decência de entender Keynes antes de se fingirem keynesianos as coisas poderiam ser menos más. Mas os nossos asno-keynesianos são isso mesmo: asnos. Burros. Perfeitos acéfalos. Como as ondas do mar, que são levadas pelo vento de uma para outra parte.

É claro que, sabendo eu o que esta aplicação da teoria meso-keynesiana faz a Portugal e ao Mundo, prefiro Hayek.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Fiquem no lugar, o espectáculo vai começar.

Fuzileiros chineses em manobras.

86 barcos chineses cercam neste momento uma plataforma petrolífera no Vietname.

Sempre disse a quem me queria ouvir que a manobra da Ucrânia não era para já, e que esconderia do Mundo uma preparação a leste. Esta preparação está feita. Os chineses preparam-se para ficar com o que chamam a linha de primeira defesa, ou a plataforma continental do Mar da China: Taiwan, as ilhas Sensaku, as ilhas Spratzli e outras. Todo esse mar está cheio de petróleo, o que neste momento é o calcanhar de Aquiles da China.

Ao contrário da Ucrânia, esta não vai ficar pelas intenções de russismo dominante e pelos homens verdinhos sem divisas. Mais para mais, os vietnamitas e os chineses odeiam-se mutuamente e já estiveram várias vezes em guerra desde 1979. Os Estados Unidos têm acordos de defesa mútua com o Japão, as Filipinas e Taiwan, mas não têm com o Vietname. A marinha chinesa sabe que não pode enfrentar ainda os Estados Unidos, mas conta com a natural dissolução do Ocidente e com o golpe russo-chinês no Petrodólar (assinado ainda este mês) para entreter os Estados Unidos com problemas internos.

Atente-se que os sovéticos estão ambivalentes. Faz-lhes jeito a cortina de fumo, mas pelos seus centros de pressão no Ocidente (o mais conhecido dos quais é o Infowars, de Alex Jones), não deixam de dar uma facada na China. A história russo-chinesa é uma história de traições e de facadas nas costas, com uma guerra fronteiriça no fim dos anos 70 à mistura, provocada pelos chineses e ganha pelos soviéticos.

Em seis meses saberemos se estou certo.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Palermas que nem sabem o que protestam, quem protesta contra eles?

Estava a ouvir a TSF enquanto preenchia relatórios. Prefiro a Antena 2, mas por vezes ligo a TSF.

Uns palermas, no mínimo dizer, que queriam protestar não se sabe o quê, com vacuidades como «Números não, palavras sim», e que queriam «trazer a palavra à rádio» invadiram as instalações da TSF. A TSF aproveitou, claro, aproveitou o ensejo para fazer diretos com as tais criaturas a debitar poemas que obviamente não entendem, em contextos que não lhes dão valor.

Fiquei com a impressão de que não é preciso um sistema nervoso central para se sobreviver, como provam os pepinos do mar e as anémonas. Nem para protestar, especialmente quando não se consegue verbalizar o que se protesta.

Agradece a Rádio Renascença, a qual estou a ouvir este momento (a Antena 2 não tinha música naquele momento do meu agrado). Agradeço publicamente a pluralidade de estações. E se invadirem também a RR com poesia nula, gritos mil e vacuidades possíveis, tenho CD e MP3 para me isolar de tais idiotas, cujos não conseguem tornar conclusiva a existência de alfabetismo funcional em Portugal.

Bendito progresso!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Acha-me burro?

Soares... afinal pela boca morre o peixe.

Mário Soares, que dispensa apresentações, afirmou que: Franco não deixou os marines atacarem os comunistas portugueses. Diz ele que Franco negou aos marines norte-americanos a passagem pelo território espanhol.

Alguém tem de avisar o Mário Soares que os Marines norte-americanos, tal como os nossos fuzileiros, são uma força anfíbia. Uma força anfíbia pratica desembarques a partir do mar. Que eu saiba, não somos nem fomos em 1975 enclaves de Espanha.

Se os Marines quisessem atacar em qualquer ponto do território português, desembarcavam na nossa costa.

Com veículos como este:

Veículo de desembarque moderno.

Em 1975 já havia lanchas de desembarque. E paraquedistas, outra maneira de não precisar de Franco para nada.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Uma canção que diz muito sobre os tempos de hoje.

Fica no ouvido. Gosto particularmente do refrão:

Life aint like a bowl of cherries,
There's too little laughter and too much sorrow.
It's more like a jar of jalapenos,
Cause what you do and say today, It don't go away and stay
It'll just come back and burn your ass tomorrow.

Ou, em português,

A vida não é como uma taça de cerejas,
Há muito pouco riso e muita tristeza.
É mais como um jarro de malaguetas,
Porque o que fazes e dizes hoje não se vai embora, fica,
Voltará e queimará o teu rabo amanhã.

Ri-me como há muito não ria.