quinta-feira, 10 de abril de 2014

Uma canção que diz muito sobre os tempos de hoje.

Fica no ouvido. Gosto particularmente do refrão:

Life aint like a bowl of cherries,
There's too little laughter and too much sorrow.
It's more like a jar of jalapenos,
Cause what you do and say today, It don't go away and stay
It'll just come back and burn your ass tomorrow.

Ou, em português,

A vida não é como uma taça de cerejas,
Há muito pouco riso e muita tristeza.
É mais como um jarro de malaguetas,
Porque o que fazes e dizes hoje não se vai embora, fica,
Voltará e queimará o teu rabo amanhã.

Ri-me como há muito não ria.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Como é que se impede que a Rússia invada a Ucrânia?

Como é que se impede a Rússia de invador a Ucrânia por menos de cinco dólares.
Na placa está escrito: sob a gestão do Afeganistão.

Muito bem metida.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Restruturar? Não, obrigado!

Um pedinte honesto. Ao menos este diz ao que vem.

Comece-se a falar de manifestos para restruturar a dívida e vão ver o que vai acontecer.

Mas a dívida não é má?

É, sim senhor. Como qualquer dívida, é um baraço. Parte dos nossos rendimentos é desviada para pagar juros de dinheiro que pedimos emprestados, que foi gasto e que já provavelmente não sabemos onde ele anda.

Mas a dívida afinal não é coisa de políticos corruptos?

A grande parte da dívida foi para pagar coisas que o Estado nunca deveria ter feito. E não me refiro às PPP, porque a maior parte delas só agora começa a ser paga. Refiro-me a salvamento de bancos, a manutenção de privilégios em empresas públicas, na vigésima sexta renovação da rotunda pela Câmara Municipal de Lado Algum ou pela manutenção de um esquema de subsídios à indolência e de rendimentos mínimos garantidos. E, é claro, pela manutenção de um corpo de funcionários públicos que, de excessivo, a maioria não trabalha tanto quanto no privado (e uma minoria trabalha tanto ou mais, mas é uma minoria).

Então restruturar a dívida não faz parte de boa gestão?

Depende do lado onde estiver. Os credores não pensam assim. Posso acreditar que se discutirem o tal manifesto do calote demasiadamente e lhe derem atenção que nunca deveria ter, a próxima ida aos mercados vai ser um fracasso.

E o que é que implica esse fracasso no acesso aos mercados?

No imediato, nada. Mas as reservas de dinheiro do Estado Português não duram para sempre, dado o défice constante nas contas. O Estado gasta mais do que aquilo que consegue expoliar dos cidadãos, e por isso vai sempre precisar de dinheiro fresco. De fora, já que o privado dá o que pode e, por vezes, o que não tem.

A seis meses, significa que alguém fica a arder. Ou são os fornecedores, ou os pensionistas ou os funcionários do Estado. Ou os três ao mesmo tempo. Os fornecedores já andam a receber quando o rei faz anos. Imaginem os pensionistas ou os funcionários a receber a seis meses.

Então porque é que não saímos do Euro? Imprime-se mais dinheiro e paga-se.

Se sair do Euro, a nova moeda será desvalorizada pelo menos 30%. O mais certo é ficar pela metade do valor. Isto é, mil cascudos ficariam a valer o que hoje valem quinhentos euros. Quem recebe mil cascudos, receberia na prática metade.

Ora, a sua dívida da casa para com o banco é em euros, não em cascudos. Na nova moeda, seria certamente revalorizada. Se gasta hoje 400 euros no pagamento da casa, passaria a gastar 800 cascudos. Com um salário de mil cascudos, conseguiria manter-se com duzentos durante um mês inteiro?

Que solução é que há?

Continuar a fazer o que se está a fazer, pois a economia está a melhorar. Devagarinho, mas está. O desemprego anda a cair há quase um ano, e tenderá a cair ainda mais à medida que a atividade económica recupera e o país se reposiciona para as exportações. Portugal está na verdade solvente: já exportamos mais do que importamos e já recebemos mais dinheiro de fora do que aquele que sai do país. O Estado é que é insolvente.

Como cidadão pode fazer muito. Pare de dar o voto a partidos que desgovernam o país em democracia 8PS, PSD e CDS), e não o dê a quem o quer desgovernar em ditadura (refiro-me ao PCP e ao BE). Escolha deputados liberais, que queiram menos estado na economia e mais iniciativa privada. O Estado é parte do problema, e não é por conseguinte a solução.

Vote e apele ao voto em quem queira menos regulações inúteis, menos caça à multa, menos impostos e menos proteção social — coisa muito boa para quem quer essencialmente viver à custa do sustento dos outros que trabalham. Apoie quem quer menos obras públicas, menos estradas novas e menos rotundas renovadas, pois os conluios entre políticos e empereiteiros fizeram a mossa que fizeram nas nossas contas públicas. Vote em quem promete extinguir serviços inúteis e despedir funcionários públicos onde estes não são precisos, em diminuir o número de freguesias (ou mesmo extinguir as freguesias, que na era do automóvel são completamente espúrias). No fundo, vote em quem vá fazer um estado sustentável e activo, em vez de uma pocilga de interesses onde emperresários e porralíticos se unem para fazer coisas com o NOSSO dinheiro, sem que sejamos verdadeiramente tidos ou achados nas minudências do poder.

E o diabo esconde-se nas minudências.

terça-feira, 11 de março de 2014

É chato ter-se razão!

Mitt Romney. Afinal, cheio de razão.

Um homem com razão

Quando Willard Romney (Mitt é diminutivo) apontou a Rússia como o maior inimigo estratégico dos Estados Unidos, foi incendiado pela imprensa em geral. O Presidente Barack Obama até gracejou: «os anos 80 chamam ao telefone e querem a sua política externa de volta.»

A crise da Crimeia e da Ucrânia mostra que Mitt Romney tinha razão. Já o tinha em relação ao Mali, à economia americana e mais uma vez mostrou conhecer mais e melhor o Mundo do que o democrápula (grafia intencional!) Barack Obama. Os Estados Unidos perdem por não o ter eleito. O Mundo perde por os Estados Unidos estarem tão tíbios e pusilânimes.

Um emperresidente que perde a razão

Barack Obama é o desastre final para os Estados Unidos. Duplicou-lhe a dívida (que aliás já tinha sido duplicada por George W Bush). Enfraqueceu-lhe a economia. Destruiu a nação americana. O duo Bush-Obama está para a economia americana como Sócrates para a portuguesa.

Os Estados Unidos enfraquecem. A Rússia agradece. Os ucranianos sofrerão. Mesmo reconhecendo eu que Putin será sempre melhor líder que Barack Obama, Putin não viverá para sempre. A minha opinião sincera é que em breve Putin será apeado pelos que cobiçam o poder. A luta surda pelo poder na Rússia está no adro. O zumbido é audível para quem quer ouvir.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Para que o nosso Seguro não fique com inveja do presente ao Hollande.

Licor inominável

Suspeita-se que mais bosta destilada, e de mais borradíssima qualidade, sairia da sede do PS se eles se dedicassem a comercializá-la. Nada que de lá tenha vindo nos últimos tempos (desde 1973, o ano da sua fundação) deixa de cheirar a queijo de Portalegre embrulhado em papel de rosas.

Sugerimos ao Partido Socialista que se dedique à sua principal vocação e deixe de tentar vaticinar novas maneiras de enterrar Portugal, como fez repetidamente no passado recente.

Foram oferecer ao Hollande bosta de cavalo?

«Merda de cavalo» — o melhor tabaco debaixo do Sol

Com tanta bosta de cavalo que puseram à frente do Parlamento, Paris inteira ficará com uma mocada tal que nunca mais se levanta.

Partido libertário em Portugal?

Partido Libertário Português

Ao que parece, alguém criou um tal Partido Libertário Português. Estava à procura de partidos libertários na Europa quando dei com isto. Parece ser criação recente e, além da tralha no Livro das Fuças, não parece ser dotado ainda de personalidade jurídica.

Não escondo que se fosse britânico o UKIP teria o meu voto; mas nunca, sendo francês, votaria na Frente Nacional. A Frente Nacional é estatista e tão neo-totalitária como os comunistas. Nada de bom advirá dela. O UKIP, por seu turno, é liberal e, como eu, defende um estado pequeno.

Esta entrada num dos blogues do The Spectator diz tudo: a Frente Nacional é estatista, o UKIP libertário.

Termino com um vídeo de Nigel Farage, o eurodeputado estrela do UKIP onde acusa consubstanciadamente da União Europeia de ser o novo comunismo. Com carradas de razão.