Na placa está escrito: sob a gestão do Afeganistão.
Muito bem metida.
Comece-se a falar de manifestos para restruturar a dívida e vão ver o que vai acontecer.
É, sim senhor. Como qualquer dívida, é um baraço. Parte dos nossos rendimentos é desviada para pagar juros de dinheiro que pedimos emprestados, que foi gasto e que já provavelmente não sabemos onde ele anda.
A grande parte da dívida foi para pagar coisas que o Estado nunca deveria ter feito. E não me refiro às PPP, porque a maior parte delas só agora começa a ser paga. Refiro-me a salvamento de bancos, a manutenção de privilégios em empresas públicas, na vigésima sexta renovação da rotunda pela Câmara Municipal de Lado Algum ou pela manutenção de um esquema de subsídios à indolência e de rendimentos mínimos garantidos. E, é claro, pela manutenção de um corpo de funcionários públicos que, de excessivo, a maioria não trabalha tanto quanto no privado (e uma minoria trabalha tanto ou mais, mas é uma minoria).
Depende do lado onde estiver. Os credores não pensam assim. Posso acreditar que se discutirem o tal manifesto do calote demasiadamente e lhe derem atenção que nunca deveria ter, a próxima ida aos mercados vai ser um fracasso.
No imediato, nada. Mas as reservas de dinheiro do Estado Português não duram para sempre, dado o défice constante nas contas. O Estado gasta mais do que aquilo que consegue expoliar dos cidadãos, e por isso vai sempre precisar de dinheiro fresco. De fora, já que o privado dá o que pode e, por vezes, o que não tem.
A seis meses, significa que alguém fica a arder. Ou são os fornecedores, ou os pensionistas ou os funcionários do Estado. Ou os três ao mesmo tempo. Os fornecedores já andam a receber quando o rei faz anos. Imaginem os pensionistas ou os funcionários a receber a seis meses.
Se sair do Euro, a nova moeda será desvalorizada pelo menos 30%. O mais certo é ficar pela metade do valor. Isto é, mil cascudos ficariam a valer o que hoje valem quinhentos euros. Quem recebe mil cascudos, receberia na prática metade.
Ora, a sua dívida da casa para com o banco é em euros, não em cascudos. Na nova moeda, seria certamente revalorizada. Se gasta hoje 400 euros no pagamento da casa, passaria a gastar 800 cascudos. Com um salário de mil cascudos, conseguiria manter-se com duzentos durante um mês inteiro?
Continuar a fazer o que se está a fazer, pois a economia está a melhorar. Devagarinho, mas está. O desemprego anda a cair há quase um ano, e tenderá a cair ainda mais à medida que a atividade económica recupera e o país se reposiciona para as exportações. Portugal está na verdade solvente: já exportamos mais do que importamos e já recebemos mais dinheiro de fora do que aquele que sai do país. O Estado é que é insolvente.
Como cidadão pode fazer muito. Pare de dar o voto a partidos que desgovernam o país em democracia 8PS, PSD e CDS), e não o dê a quem o quer desgovernar em ditadura (refiro-me ao PCP e ao BE). Escolha deputados liberais, que queiram menos estado na economia e mais iniciativa privada. O Estado é parte do problema, e não é por conseguinte a solução.
Vote e apele ao voto em quem queira menos regulações inúteis, menos caça à multa, menos impostos e menos proteção social — coisa muito boa para quem quer essencialmente viver à custa do sustento dos outros que trabalham. Apoie quem quer menos obras públicas, menos estradas novas e menos rotundas renovadas, pois os conluios entre políticos e empereiteiros fizeram a mossa que fizeram nas nossas contas públicas. Vote em quem promete extinguir serviços inúteis e despedir funcionários públicos onde estes não são precisos, em diminuir o número de freguesias (ou mesmo extinguir as freguesias, que na era do automóvel são completamente espúrias). No fundo, vote em quem vá fazer um estado sustentável e activo, em vez de uma pocilga de interesses onde emperresários e porralíticos se unem para fazer coisas com o NOSSO dinheiro, sem que sejamos verdadeiramente tidos ou achados nas minudências do poder.
E o diabo esconde-se nas minudências.
Quando Willard Romney (Mitt é diminutivo) apontou a Rússia como o maior inimigo estratégico dos Estados Unidos, foi incendiado pela imprensa em geral. O Presidente Barack Obama até gracejou: «os anos 80 chamam ao telefone e querem a sua política externa de volta.»
A crise da Crimeia e da Ucrânia mostra que Mitt Romney tinha razão. Já o tinha em relação ao Mali, à economia americana e mais uma vez mostrou conhecer mais e melhor o Mundo do que o democrápula (grafia intencional!) Barack Obama. Os Estados Unidos perdem por não o ter eleito. O Mundo perde por os Estados Unidos estarem tão tíbios e pusilânimes.
Barack Obama é o desastre final para os Estados Unidos. Duplicou-lhe a dívida (que aliás já tinha sido duplicada por George W Bush). Enfraqueceu-lhe a economia. Destruiu a nação americana. O duo Bush-Obama está para a economia americana como Sócrates para a portuguesa.
Os Estados Unidos enfraquecem. A Rússia agradece. Os ucranianos sofrerão. Mesmo reconhecendo eu que Putin será sempre melhor líder que Barack Obama, Putin não viverá para sempre. A minha opinião sincera é que em breve Putin será apeado pelos que cobiçam o poder. A luta surda pelo poder na Rússia está no adro. O zumbido é audível para quem quer ouvir.
Suspeita-se que mais bosta destilada, e de mais borradíssima qualidade, sairia da sede do PS se eles se dedicassem a comercializá-la. Nada que de lá tenha vindo nos últimos tempos (desde 1973, o ano da sua fundação) deixa de cheirar a queijo de Portalegre embrulhado em papel de rosas.
Sugerimos ao Partido Socialista que se dedique à sua principal vocação e deixe de tentar vaticinar novas maneiras de enterrar Portugal, como fez repetidamente no passado recente.
Com tanta bosta de cavalo que puseram à frente do Parlamento, Paris inteira ficará com uma mocada tal que nunca mais se levanta.
Ao que parece, alguém criou um tal Partido Libertário Português. Estava à procura de partidos libertários na Europa quando dei com isto. Parece ser criação recente e, além da tralha no Livro das Fuças, não parece ser dotado ainda de personalidade jurídica.
Não escondo que se fosse britânico o UKIP teria o meu voto; mas nunca, sendo francês, votaria na Frente Nacional. A Frente Nacional é estatista e tão neo-totalitária como os comunistas. Nada de bom advirá dela. O UKIP, por seu turno, é liberal e, como eu, defende um estado pequeno.
Esta entrada num dos blogues do The Spectator diz tudo: a Frente Nacional é estatista, o UKIP libertário.
Termino com um vídeo de Nigel Farage, o eurodeputado estrela do UKIP onde acusa consubstanciadamente da União Europeia de ser o novo comunismo. Com carradas de razão.
Sabia que as Nações Unidas eram um ninho de experimentadores sociais (o meu eufemismo para burrocratas loucos varridos e cheios de teorias néscias de como os outros devem viver as suas vidas). Conheço suficientes documentos e pessoas dentro da ONU para saber o que a casa gasta e o que quer que gastemos. A opulência dos funcionários da ONU nos lugares onde intervém está em direta antítese ao pecúnio daqueles que dizem assistir. Como todas as burrocracias, vive para dentro, tem-se a si mesma como modelo, e serve-de daqueles que diz servir.
Não desejo aqui enunciar a prática inutilidade da Organização das Nações Unidas. É patente para quem a quiser ver. Uma resolução da ONU é tão vinculativa como os conselhos de moda da Fátima Lopes: dão em todas as televisões mas só são ouvidos por uns poucos sicofânticos. A maioria das mulheres está-se positivamente a borrifar se a moda este anos são os rosas ou os anis. Continua a sua vida como dantes e veste as roupas do ano passado. As resoluções da ONU, de modo similar, são ignoradas por quem quer, e apenas servem para reivindicar uma superioridade moral por quem fez a dita resolução. São muitas vezes provindas e votadas por opções ideológicas dos quatro grandes blocos transnacionais (anglo-americano, russo, chinês e islâmico).
A Directora de Clima (Seja o que isso for!) das Nações Unidas, Cristina Figueres, disse que a democracia não é o melhor modelo para combater o aquecimento global. Diz ela que a China Comunista é o melhor. (Leiam este artigo, em inglês, de Michael Bastasch)
A mulher parte de um acontecimento que não existe (o aquecimento global) para nos impor um regime que não queremos (o totalitarismo chinês). Ou é imbecil ou está na lista de pagamentos de alguém. Uma das duas de certeza e provavelmente as duas. Fique-se com os seus experimentalismos sociais que ainda vou apreciando a liberdade que me vai restando.
Alguém tem que dizer à ignara que o ambiente na China está a ser tratado a tratos de polé. Façam-na tomar banho no Rio Amarelo depois de sessenta anos de maus tratos totalitários e, com sorte, ela apanha um banho de realidade! A China acaba de aprovar a instalação de mais minas para a extração de cem milhões de toneladas de carvão adicionais, e de centrais elétricas para as usar. Lá vai a teoria das renováveis em que investe o PC Chinês!
A China é um país grande, com pessoas inteligentes e capazes, que não merecem o destino que têm nas mãos de um governo tirânico. Quem apoia esse governo é neo-totalitário (termo que contraponho a neo-liberal, mas desta vez com sentido), e quer o fim das democracias liberais que me permitem escrever e ler estas palavras às claras, sem que haja medo de ter a polícia a bater-me à porta. Eu, reconhecendo as limitações das democracias, percebo que se têm de fundar na república e no primado das leis sobre a simples vontade da maioria, por respeito às minorias. O modelo chinês não é senão o modelo de opressão de todo um povo e dos seus vizinhos. Um povo tão grande, que tanto deu à humanidade e que tanto deixou de dar por não ter conhecido um dia de liberdade, que é tempo de levantar a cabeça e de respirar a liberdade que nós, no Ocidente, damos de barato!
Um povo deve ser amigo de todos e aliado de poucos. As relações entre povos devem ser comerciais, não militares. As alianças político-militares devem ser feitas apenas com povos semelhantes, e somente para defesa comum. Sou por isso pelo que a NATO já representou, e que há muito não representa. A NATO foi em tempos uma reunião de democracias liberais que se uniram para manter o seu estilo de vida, impedindo que outros povos por coação ou invasão a ameaçassem. Portugal deve muito à NATO. Nos dias de hoje a NATO está desvirtuada, e perdeu o sentido. Ou se corrige ou temos de perceber se devemos ou não lá permanecer também.
As alternativas à ONU devem ser uma cimeira semestral entre os representantes máximos das democracias mundiais; e um conselho de segurança feito à medida do existente. Sem burrocracia iluminada. Sem FAO. Sem UNICEF. Sem OIT. Apenas os comitês técnicos devem ser preservados, e apenas para emitir normas de aplicação mundial (a ISO). A assistência aos países em desenvolvimento deve acabar, pois muito faz por manter esses países no subdesenvolvimento. Afinal, para quê cultivar terras férteis se a Europa manda comida de graça e sem contrapartidas, de forma continuada?