E eu encontrei-a na montra de um antiquário em Lamego (perto da Sé).
segunda-feira, 8 de julho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Quando as comadres estão de costas as verdades sabem-se.
As seguintes palavras não são minhas:
Já ouvi mais de Bush, pedindo o meu conselho, do que ouvi de Obama. Não tenho relacionamento nenhum com o Presidente — mesmo nenhum. Obama não sabe ser presidente. Ele não sabe como o mundo trabalha. Ele é incompetente. É um amador!
Juram-se a pés juntos que estas palavras foram proferidas em ira por Bill Clinton, durante uma reunião em Chappaqua, em relação ao presente presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama. Clinton e Obama estão no mesmo partido, e Obama beneficiou em idos de 2008 e de 2012 de uma ajudinha e de um apoio bem merecido do Bill Clinton.
Para quem quiser conferir, o artigo no New York Post é assinado por Edward Klein.
Iguais incompetentes, com iguais socialismos e humidíssimos sonhos para o Estado Controleiro™, continuam a governar Portugal.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Uma história de burros
A história que se segue é completamente inapropriada para pessoas com apoplexia ou asma. São aqui avisados também os que sejam sensíveis a estultícia, burrice ou trapalhadas. A cautela dos nossos leitores é aconselhada.
Passou-se há alguns dias, e foi-me contado por quem o presenciou. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) entra pelo estaleiro do novo data center da PT, na Covilhã, adentro, e manda parar todas as máquinas.
As razões invocadas foram estas: receberam uma denúncia, anónima, dizendo que uma das gruas móveis trabalhava sem aterramento elétrico. Os engenheiros devem neste momento estar a rir às bandeiras despregadas. Foram avisados.
Um aterramento elétrico é, como mostra a figura seguinte, composto por uma vara de cobre espetada na terra e ligada por um fio a uma instalação elétrica. Esse aterramento é ligado às carcaças metálicas dos equipamentos e conduz para a terra alguma descarga a essas carcaças, protegendo os utilizadores.
Os senhores da ACT, cavalos africandos extremamente sapientes nas artes do incómodo e da burrice, asserveravam que a ligação das gruas móveis à terra era obrigatória por lei. Fica por saber qual é o comprimento do fio que deve ser utilizado para realizar essa ligação, já que as gruas móveis, surpresa!, são supostas deslocarem-se. Os responsáveis pelas obras, contaram-me, não sabiam se deveriam rir ou zangar-se. Não sei como acabou o episódio. Só espero que da próxima vez antes de dar ouvidos a denúncias anónimas, os fiscais fiscalizem o que sabem fiscalizar antes que alguém tenha de fiscalizar o que os fiscais dizem saber.
Quando digo que a ACT e a ASAE devem ser extintas, os seus fiscais nunca se olvidam de se esforçar para me dar razão. A eles, os meus mais sinceros agradecimentos. Não poderia ter senão neles o melhor advogado das minhas teses.
Bem dizia um formando meu, o Carrola, que a ASAE terá um dia de fechar a ASAE. Ou a ACT.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Quem disse que o Estado não é uma empresa?
O Estado é uma empresa, pois tem um deve e um haver, receitas e despesas, e serviços a prestar. Não se pode viver sem Estado. Bem o sei, que vivi em lugares onde o Estado era coisa que não existia no meio de África. E, creiam-me, essa é a antecâmara do inferno.
O Estado deve ser gerido como uma empresa: descobrir-se primeiro quais são os produtos e serviços a fornecer aos clientes de modo a satisfazer as necessidades destes e depois fabricá-los a um custo que permita o preço que os clientes estão dispostos a pagar. Os clientes somos nós, que vivemos dentro da área territorial gerida em exclusividade pelo Estado. Quando falo em estado mínimo, é óbvio que não falo de estado inexistente. Há no entanto em mim a sensação (ainda mais porque sou trabalhador independente em vez de funcionário acomodado) de que os impostos que pagamos não são justificativos do cúmulo de serviços que recebemos do Estado Português.
Há uma diferença entre o Estado e uma outra empresa em mercado livre: se não me agradar a cor ou o preço dos eletrões da EDP, posso ir à ON e pedir um preço. Sei que há cartel nestas empresas, mas os cartéis nunca são eternos: duram até que uma delas comece a ter uma posição dominante, e depois desfazem-se como o amor entre a Besta e a Babilónia em Apocalipse. Quanto ao Estado, se eu não gostar da torturenta e lacrimosa fiscalidade do Estado Português, posso pedir secessão da minha propriedade e começar a pagar ao estado russo, por exemplo?
O Estado assume o monopólio forçado à ponta d’arma num determinado território, território esse que, para minha misérrima desesperança, inclui o meu torrão em Barco, Covilhã. Logo, se não se pode mudar, há que se ser eficiente. Que não gastar mais um chavo do que o necessário para se ter um nível razoável de qualidade de serviços. E por serviços do Estado, inerentes ao Estado e não delegáveis, incluo a produção legislativa, a administração da justiça, a diplomacia externa, a defesa nacional, a manutenção da ordem pública, os serviços de informações e a manutenção de um dispositivo de emergência e de proteção civil.
Não precisamos de um ministério da educação que não educa, de um ministério da economia que não gera riqueza ou de um ministério da agricultura que nunca viu uma couve na terra. Não necessitamos de um ministério da saúde que apenas existe para fazer as contas doentes (necessitamos serviços de monitorização da saúde pública, mas isso é outra coisa). Não necessitamos de segurança social que apenas torna o emprego impossível e as pessoas inseguras de si. Finalmente, não precisamos de uma miríade de assessores de porra nenhuma, essa expressão deliciosa proveniente do Brasil. Se os partidos acham que os assessores são necessários, pois que listem os assessores nas suas candidaturas e tirem as nulidades das Drago, dos Zorrinho e dos Bernardino.
Este foi um comentário meu para este artigo n'O Insurgente.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Notícias fictícias que até poderiam ser reais (I)
De acordo com o porta-voz Zurro do Carlos, o PS considera que os quase licenciados pelas novas oportunidades são os mais aptos profissionais de Portugal, e que o programa foi de extrema utilidade para o país.
O PS apresenta na sua comunicação o que escreve, numa mensagem por via eletrónica, um dos graduados:
sou quase-Licençiado nível 5 em Téc.de Sekretariado tive de ter muitas aulas de PortuguÊS pra vida e de datilografia 2º novo acordo. e como sabem voçês bem tenho muitas competências para o marcado de trabalho como dis o setôr lá nas aulas peço que me deiem uma oprotunidade para puder pruvar o meu valor, obrigado e tenham muitas felicidades
de gajomagano92@hotmail.com
Quando perguntado acerca da ubiquidade e persistência dos erros de pontuação, ortografia e de sintaxe da mensagem, o porta-voz pediu uma pausa. Após retornar, alguns minutos depois, com um dicionário na mão, retorquiu: «Como viu, o nosso exemplar formando mostrou as suas competências avançadas no domínio da criptografia».
Quando insistimos que «criptografia» é um neologismo bacoco para «cifragem», o porta-voz mostrou-se estupefacto e voltou ao dicionário. Visivelmente embaraçado, mudou de assunto.
Os Estados Unidos, a terra da pretérita liberdade.
A notícia no USA Today deixou-me abananado. Afinal, algo vai muito mal na terra da liberdade. As pessoas que criticarem o Obama terão escrutínio extra do IRS (o serviço de finanças do Governo Federal).
Sabemos que existe liberdade quando podemos fazer um insulto aberto ao governante sem que nos aconteça nada. Neste critério, em Portugal há mais liberdade hoje que nos Estados Unidos. Do modo como se critica o Passos Coelho, passando as bordas do insulto vácuo e imbecil, e como não ouço nada de a polícia ou as finanças andarem atrás dos manifestantes identificados), terei de concluir que vivo na pátria da liberdade.
A história mostra-nos que não é possível uma minoria enganar a maioria por muito tempo. Quarenta anos depois dos amanhãs que cantam, teremos de cantar. A canção é que não é a que os enganados achavam que cantariam. É, no entanto, a canção que os países que têm constituições que obrigam ao socialismo como a nossa andam a cantar.
Entretanto, em Portugal há liberdade. Há alguns casos de as finanças e da ASAE terem sido utilizadas para manter a bolinha baixa de empresários que criticam publicamente o governo. Noutros casos, quem contava anedotas sobre a licenciatura de Sócrates era despedido. Pesando a gravidade destes casos, eram pontuais. Mostram como o governo Sócrates via o país: a alguns suborna-se, a outros premeia-se, a alguns castiga-se e os restantes pagam. Por justiça, aqui distingo do PS, que só pecou por não ter vergonha do que o seu líder em nome do PS fez.
Referências:
ASAE investiga infrações na campanha do 1.º de maio do Pingo Doce: Havia quem não gostasse de Alexandre Soares dos Santos.Estado indemniza professor da anedota sobre Sócrates: Sócrates prevaricou, o povo pagou.
sábado, 11 de maio de 2013
O Estado pretende proteger-me... de mim mesmo?
Na Inglaterra, o Estado pretende cortar no tamanho dos biscoitos por forma a controlar a obesidade. Veja quem lê inglês este artigo no Telegraph.
Será que aquelas jumentíssimas iluminárias nunca pensaram que, se uma pessoa se sentir insatisfeito com um biscoito, de imediato comerá outro?
Será que eu dei um mandato com o meu voto a essas candelárias do iluminismo para que me protejam de mim mesmo? Será que não posso gostar de biscoitos e resolver comer dois ou três em vez de um? E se eu e os meus filhos dermos cabo de um pacote de Bolacha Maria numa hora seremos acusados de alta traição?