sábado, 20 de abril de 2013

Da decadência

A decadência moral, a preguiça e a dívida são as raízes da nossa decadência. Quando bem mais de 50% da sociedade vive pendurada no Orçamento de Estado (nem todos são pensionistas que descontaram), preferindo muitos viver à custa dos rendimentos mínimos do que trabalhar para viver; quando outros preferem viagens a Punta Cana a ter de aturar filhos; quando professores são contratados para não dar aulas o Ocidente verá o seu fim como o Império Romano, por muito menos do que estamos a viver hoje, já viu.

No Ocidente estamos formatados pelo pensamento greco-romano, linear, e pela ideologia marxista, que aponta para um progresso inexorável e eterno. Faz sentido, pois ninguém em seu bom senso deixa uma tecnologia e um modelo de sociedade melhor por um menor. Contudo, a humanidade por vezes mostra pouco bom senso, e a disrupção dos circuitos económicos provocados pela catástrofe, pela guerra, ou pela peste, levam a que haja realmente retrocessos civilizacionais (não se tome por favor esta palavra naquela acepção que os ignorantes papagaios jornalistas andam, sem saber do que falam, a fazer dela destes dias). Na peugada do império de Roma aconteceu a Baixa Idade Média. O socialismo na Argentina trouxe a decadência a um país que no início do século XX rivalizava com os Estados Unidos. A Nigéria já foi auto-suficiente e exportadora de alimentos (depois descobriu-se petróleo). O Zimbabué era o celeiro de África.

A história prova-se cíclica, e as civilizações, à grande escala, tal como os indivíduos, têm um fim. Por vezes esse fim é a aglutinação em outras ordens (Babilónicos->Medos->Persas->Gregos->Partos). Por vezes é o simples resfolegar na lama, até que nova ordem apareça (Europa após o Império Romano). Na minha opinião, o egoísmo será a queda da Europa. Não há crianças que sustentem a Europa e das outras ordens ascendentes, digamos que no mínimo são muito pouco recomendáveis.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

De quem anda nestas coisas da manutenção industrial.

Peço a todos os que gostem da sua vida e da dos outros que sigam uma regra muito simples que estou sempre a ver desrespeitada:

Quando uma qualquer máquina estiver em manutenção, cobre-se o interruptor principal no quadro elétrico com várias camadas de fita-cola da grossa. Na fita cola escreve-se (ou num papel colado nela): EM MANUTENÇÃO. J. SILVA.

Deve constar lá, como vemos, o nome do técnico responsável, o único que pode tirar a fita cola ou mandar tirar. Quem quer ligar a máquina fala primeiro com o Silva (nome fictício). Muitas vezes as pessoas não sabem que a máquina está em manutenção e o técnico pode estar ausente ou, pior, invisível no meio da máquina.

Vi ainda hoje a regra, tão simples e tão útil, a ser desprezada numa máquina onde estava a fazer manutenção. Tive de a ensinar de novo. Salvem vidas. Divulguem.

Há vezes em que se não pode deixar de fazer um elogio

A polícia portuguesa (PSP, PJ e GNR sem distinção) é educada e profissional. É um motivo de orgulho para todos nós. Se abusadores há (e acaba por havê-los, como em todas as profissões) são espaçados por anos. Há que reconhecer que a imagem do polícia bruto e intolerante, uma besta quadrada em duas pernas, já morreu há mais de trinta anos atrás.

Quando ouço alguns espécimes que se assemelham fisicamente aos seres da espécie Homo Sapiens Sapiens javardar o comportamento das nossas polícias, apetece-me mandá-los para África, onde estive. Ou para a Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e outros países onde a polícia é parte do aparelho de repressão. Nada disto, felizmente, encontramos em Portugal onde a polícia, se de algo pode ser acusada, é de excesso de contenção e de civilidade para quem não a merece.

Aos agentes e comandantes e soldados e investigadores e tantos outros que zelam pela nossa segurança e pela limpeza (a raiz da palavra italiana polizia) dos elementos perturbadores da nossa ordem social, estendo o meu sincero elogio.

(Em jeito de remoque, não posso estender este elogio aos nossos legisladores, aos nossos advogados e aos nossos juízes. Quando um caso como o de Isaltino de Morais consegue andar anos a fio sem nada de concreto, algo anda mal na justiça injusta da República Portuguesa.)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Se o comunismo era o Sol na Terra...

... porque é que as sentinelas do Muro de Berlim não estavam viradas para fora, vigiando o mundo livre, mas para dentro, impedindo quem quisesse sair do paraíso de dar de frosques?

Contradizendo os israelitas

A terra prometida não é Israel, é Portugal. E com a aproximação das eleições autárquicas o que disse vai mais uma vez ser confirmado.

A confissão do José Djugashvili

A sacerdotisa vermelha Odete Santos diz que o Estaline era um santo. Fosse santo ou não, fontes muito mal informadas dentro da nomenclatura russa têm uma explicação para o bigode honesto, farfalhudo e admirável do homem que mandou milhões para a morte e sujeitou um povo inteiro à opressão. E que tem a ver com o nosso país.

Ao que se sabe hoje, Estaline tinha um sonho que nunca chegou a realizar, por causa das vicissitudes do poder. Por este sonho ele manteve o seu bigode impecável desde os anos 20, talvez como lembrete ou identificação à sua imagem futura. De acordo com as nossas fontes, Estaline queria reformar-se, o que não chegou a acontecer por causa da emergência da II Guerra Mundial. Queria deixar a União Soviética e a política, mudar-se para Portugal e viver o resto dos seus dias como sargento na GNR.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Banco de fomento?

Quando me faltam em bancos de fomento, é disto que me lembro. Já agora, o que é que faz um banco de fomento que a Caixa Geral de Depósitos ou o Millenium ou o BES ou o BPI não possam fazer?