... porque é que as sentinelas do Muro de Berlim não estavam viradas para fora, vigiando o mundo livre, mas para dentro, impedindo quem quisesse sair do paraíso de dar de frosques?
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Contradizendo os israelitas
A terra prometida não é Israel, é Portugal. E com a aproximação das eleições autárquicas o que disse vai mais uma vez ser confirmado.
A confissão do José Djugashvili
A sacerdotisa vermelha Odete Santos diz que o Estaline era um santo. Fosse santo ou não, fontes muito mal informadas dentro da nomenclatura russa têm uma explicação para o bigode honesto, farfalhudo e admirável do homem que mandou milhões para a morte e sujeitou um povo inteiro à opressão. E que tem a ver com o nosso país.
Ao que se sabe hoje, Estaline tinha um sonho que nunca chegou a realizar, por causa das vicissitudes do poder. Por este sonho ele manteve o seu bigode impecável desde os anos 20, talvez como lembrete ou identificação à sua imagem futura. De acordo com as nossas fontes, Estaline queria reformar-se, o que não chegou a acontecer por causa da emergência da II Guerra Mundial. Queria deixar a União Soviética e a política, mudar-se para Portugal e viver o resto dos seus dias como sargento na GNR.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Banco de fomento?
Quando me faltam em bancos de fomento, é disto que me lembro. Já agora, o que é que faz um banco de fomento que a Caixa Geral de Depósitos ou o Millenium ou o BES ou o BPI não possam fazer?
Vendo a SIC Notícias...
Ao ver o Negócios da Semana de hoje, serei o único bípede em Portugal a querer dar a todos exceto ao moderador uma boa série de bofetadas?
Afinal sempre há humor cubano...
O socialismo não é vítima do capitalismo. É vítima de si próprio. Sempre me fez confusão como os cubanos poderiam estar a culpar os Estados Unidos da sua própria situação de miséria se os países socialistas são supostos serem o sal da terra, o paraíso dos trabalhadores e os campeões da produtividade.
Lenine chegou a escrever, muito ingenuamente:
“O capitalismo pode ser completamente obliterado, e sê-lo-á pelo socialismo que criará uma nova e muito maior produtividade do trabalho. Este é um assunto da maior importância e deverá levar muito tempo; mas foi começado, e isso é o principal. (...) O comunismo traz a maior produtividade do trabalho (comparada com aquela que existe sob o capitalismo), por trabalhadores esforçados, conscientes da sua classe e unidos, utilizando as técnicas mais avançadas.” (Poln. sobr. soch., 5.a ed., vol. 39, pp. 21, 22)
Palavras são sempre simples de dizer: vamos aos números.
Segundo Remco Kouwenhoven, neste estudo, a produtividade da indústria soviética esteve a cerca de 40% da produtividade da indústria americana no período considerado, enquanto a produtividade por trabalhador se reduzia a menos de 1/3 (29% em 1987, no auge da URSS). Os trabalhos de Galenso (1955), de Nutter (1962), de Schroeder (1964) e de uma miríade de outros autores também situam sempre a produtividade em menos de 50%. Na verdade, apenas Kats (1964) dá uma estatística global de 48% para o ano de 1960. Todos os outros autores estimam a produtividade comparada em perto dos 30%. Resta dizer que o estudo de Kouwehoven usa estatísticas publicadas pela Confederação de Estados Independentes, a herdeira da URSS.
Lenine tinha razão: o capitalismo só poderia ser obliterado se o socialismo possuísse uma maior produtividade. Mas nunca a produtividade do socialismo se comparou à dos países de economia livre. Engraçado que num país como Cuba, sol na terra e paraíso do socialismo, Raúl Castro tivesse de declarar perante o parlamento cubano que tem de de apagar para sempre a noção de que Cuba é o único país onde se pode viver sem trabalhar.
O estudo de Kats é engraçado num ponto: nos produtos de panificação, a indústria soviética era 35% mais produtiva que a indústria americana. Fico por saber como então se faziam filas para comprar pão e faltas sucessivas deste bem essencial.
O Sócrates não é coxo. Mais depressa se apanha.
O Narrador quer refazer a história. Para ele, é a crise internacional que despoleta a crise da dívida. Vejamos o gráfico, que vem do próprio Banco de Portugal, daqui. Em 2008, a descida do gráfico (que nos diz que estamos a contrair dívida) já é de antes.
A crise de dívida inicia-se com Guterres, em 1997, tem um interregno com Barroso e Santana Lopes (2002 a 2005), e ei-la a disparar com o troca tintas da narrativa.
Senhor Sócrates, pode julgar que os portugueses são estúpidos. Ele há-os, mas não são todos. E no que toca à credulidade e falta de bom senso, juraria eu que os encontramos quase todos na esfera socialista.