sexta-feira, 19 de abril de 2013

Há vezes em que se não pode deixar de fazer um elogio

A polícia portuguesa (PSP, PJ e GNR sem distinção) é educada e profissional. É um motivo de orgulho para todos nós. Se abusadores há (e acaba por havê-los, como em todas as profissões) são espaçados por anos. Há que reconhecer que a imagem do polícia bruto e intolerante, uma besta quadrada em duas pernas, já morreu há mais de trinta anos atrás.

Quando ouço alguns espécimes que se assemelham fisicamente aos seres da espécie Homo Sapiens Sapiens javardar o comportamento das nossas polícias, apetece-me mandá-los para África, onde estive. Ou para a Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e outros países onde a polícia é parte do aparelho de repressão. Nada disto, felizmente, encontramos em Portugal onde a polícia, se de algo pode ser acusada, é de excesso de contenção e de civilidade para quem não a merece.

Aos agentes e comandantes e soldados e investigadores e tantos outros que zelam pela nossa segurança e pela limpeza (a raiz da palavra italiana polizia) dos elementos perturbadores da nossa ordem social, estendo o meu sincero elogio.

(Em jeito de remoque, não posso estender este elogio aos nossos legisladores, aos nossos advogados e aos nossos juízes. Quando um caso como o de Isaltino de Morais consegue andar anos a fio sem nada de concreto, algo anda mal na justiça injusta da República Portuguesa.)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Se o comunismo era o Sol na Terra...

... porque é que as sentinelas do Muro de Berlim não estavam viradas para fora, vigiando o mundo livre, mas para dentro, impedindo quem quisesse sair do paraíso de dar de frosques?

Contradizendo os israelitas

A terra prometida não é Israel, é Portugal. E com a aproximação das eleições autárquicas o que disse vai mais uma vez ser confirmado.

A confissão do José Djugashvili

A sacerdotisa vermelha Odete Santos diz que o Estaline era um santo. Fosse santo ou não, fontes muito mal informadas dentro da nomenclatura russa têm uma explicação para o bigode honesto, farfalhudo e admirável do homem que mandou milhões para a morte e sujeitou um povo inteiro à opressão. E que tem a ver com o nosso país.

Ao que se sabe hoje, Estaline tinha um sonho que nunca chegou a realizar, por causa das vicissitudes do poder. Por este sonho ele manteve o seu bigode impecável desde os anos 20, talvez como lembrete ou identificação à sua imagem futura. De acordo com as nossas fontes, Estaline queria reformar-se, o que não chegou a acontecer por causa da emergência da II Guerra Mundial. Queria deixar a União Soviética e a política, mudar-se para Portugal e viver o resto dos seus dias como sargento na GNR.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Banco de fomento?

Quando me faltam em bancos de fomento, é disto que me lembro. Já agora, o que é que faz um banco de fomento que a Caixa Geral de Depósitos ou o Millenium ou o BES ou o BPI não possam fazer?

Vendo a SIC Notícias...

Ao ver o Negócios da Semana de hoje, serei o único bípede em Portugal a querer dar a todos exceto ao moderador uma boa série de bofetadas?

Afinal sempre há humor cubano...

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MANIFESTANTE: Abaixo o criminoso bloqueio de Cuba?
OUTRO: Qual bloqueio? O dos Estados Unidos ou o da alfândega cubana?

O socialismo não é vítima do capitalismo. É vítima de si próprio. Sempre me fez confusão como os cubanos poderiam estar a culpar os Estados Unidos da sua própria situação de miséria se os países socialistas são supostos serem o sal da terra, o paraíso dos trabalhadores e os campeões da produtividade.

Lenine chegou a escrever, muito ingenuamente:

“O capitalismo pode ser completamente obliterado, e sê-lo-á pelo socialismo que criará uma nova e muito maior produtividade do trabalho. Este é um assunto da maior importância e deverá levar muito tempo; mas foi começado, e isso é o principal. (...) O comunismo traz a maior produtividade do trabalho (comparada com aquela que existe sob o capitalismo), por trabalhadores esforçados, conscientes da sua classe e unidos, utilizando as técnicas mais avançadas.” (Poln. sobr. soch., 5.a ed., vol. 39, pp. 21, 22)

Palavras são sempre simples de dizer: vamos aos números.

Segundo Remco Kouwenhoven, neste estudo, a produtividade da indústria soviética esteve a cerca de 40% da produtividade da indústria americana no período considerado, enquanto a produtividade por trabalhador se reduzia a menos de 1/3 (29% em 1987, no auge da URSS). Os trabalhos de Galenso (1955), de Nutter (1962), de Schroeder (1964) e de uma miríade de outros autores também situam sempre a produtividade em menos de 50%. Na verdade, apenas Kats (1964) dá uma estatística global de 48% para o ano de 1960. Todos os outros autores estimam a produtividade comparada em perto dos 30%. Resta dizer que o estudo de Kouwehoven usa estatísticas publicadas pela Confederação de Estados Independentes, a herdeira da URSS.

Lenine tinha razão: o capitalismo só poderia ser obliterado se o socialismo possuísse uma maior produtividade. Mas nunca a produtividade do socialismo se comparou à dos países de economia livre. Engraçado que num país como Cuba, sol na terra e paraíso do socialismo, Raúl Castro tivesse de declarar perante o parlamento cubano que tem de de apagar para sempre a noção de que Cuba é o único país onde se pode viver sem trabalhar.

O estudo de Kats é engraçado num ponto: nos produtos de panificação, a indústria soviética era 35% mais produtiva que a indústria americana. Fico por saber como então se faziam filas para comprar pão e faltas sucessivas deste bem essencial.